Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 03/06/2020

Em suas obras, Sigmunt Freud apontou a vida sexual como um dos assuntos tabu na sociedade do século XX. No entanto, ainda hoje, os modos de lidar com a sexualidade são pouco discutidos, pois a gravidez na adolescência segue como problema no Brasil. Nesse contexto, cabe avaliar como a falta de educação sexual e a fraca abordagem do tema nos lares contribuem para a questão.

É fato que a falta de instrução quanto aos cuidados nas relações sexuais e uso de métodos contraceptivos afeta muitos jovens brasileiros. Ademais, os mais pobres são os que menos têm acesso à informação, e paralelamente, possuem menos perspectivas em relação ao fator que mais adia eventos como a gravidez: a carreira. Com efeito, o Ministério da Saúde aponta que a gravidez precoce tem prevalência em famílias de baixa renda e em jovens de escolaridade prejudicada. Nesse ínterim, é notório que o fenômeno em questão está ligado a aspectos sociais, e como resultado, os jovens afetados têm filhos muito cedo, comprometendo mais ainda o seu futuro profissional.

Além disso, é imperativo ressaltar a fraca abordagem do assunto dentro das famílias como promotor do problema. De acordo com o jornal “O Globo”, 41% dos jovens nunca conversaram sobre sexualidade com os pais. Nesse viés, os genitores não costumam discutir a questão dentro de casa porque é tema delicado, e pensam que os filhos podem aprendê-lo na escola ou em outros meios, transferindo a responsabilidade. Consequentemente, os adolescentes não desenvolvem afinidade com os pais para recorrerem a eles quando tiverem problemas na vida sexual, expondo-se a riscos como doenças sexualmente transmissíveis e gestações indesejadas.

Portanto, é necessário que o problema da gravidez na adolescência seja enfrentado. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação a ação de fornecer diretrizes para que as escolas, principalmente de zona rural e periferias, realizem palestras sobre a temática, por meio de Lei Orçamentária para custear as despesas com os eventos, com a finalidade de instruir os jovens, principalmente os mais afetados pela problemática. Outrossim, o Governo Federal, juntamente com a mídia, deve incentivar os pais a conversarem abertamente sobre sexualidade com os filhos, o que resultará na maior instrução sobre o tema dentro dos lares. Assim, o tabu em relação a um dos temas principais da obra de Freud causará menos problemas sociais no Brasil.