Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 16/06/2020

Em 2019, o governo brasileiro sancionou a Lei n.° 13.798, a qual estabelece a semana nacional de prevenção da gravidez na adolescência, entretanto, mesmo com o aumento das políticas públicas, o Brasil possui a maior taxa de mães adolescentes da América Latina, segundo o Ministério da Saúde. Diante disso, é possível afirmar que são inegáveis as mazelas oriundas da gravidez precoce, seja pela falta de diálogo dentro do ambiente familiar, seja pela falta de opção de vida.

Incialmente, pode-se entender que a falta de diálogo dentro do lar é uma das principais causas da gravidez precoce. Segundo a presidente da SGP, Marise Tofoli, os pais precisam romper os obstáculos que impedem de ter uma conversa sobre sexualidade com seus filhos. Diante disso, é de fundamental importância a influência da família nas decisões tomadas pelos adolescentes, já que isso pode impedir uma gravidez indesejada.

Além disso, o cenário social no qual esses adolescentes estão inseridos, muitas vezes tende a diminuir a perspectiva vida, já que esse contexto restringe as suas escolhas. De acordo com a OPAS, em parceria com Fundo das Nações Unidas, a gravidez ocorre em meninas que tem menor acesso aos serviços públicos e de maior vulnerabilidade social. Com isso, se mostra necessário um maior investimento de políticas públicas em áreas mais carentes.

Desse modo, a gravidez na adolescência é um problema multifatorial, que precisa de uma interferência de todos os setores da sociedade. Portanto, o Governo Federal, através do Ministério da Cidadania, deve investir na criação de cursos profissionalizantes, acompanhamento psicológico, práticas esportivas, fortalecimento de vínculos, reuniões sobre debates de assuntos que envolvam a adolescência, por meio de parcerias com instituições sociais e escolas, tendo como finalidade diminuir a vulnerabilidade social.