Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 05/06/2020

O grande risco da vida sexual ativa entre adolescentes

Segundo os dados do IBGE, o Brasil é o sexto país mais populoso do mundo e, por isso, enfrenta obstáculos para garantir o bem estar social a todos os cidadãos. No entanto, as dificuldades não estão somente na administração do país, e sim na falta de contribuição das instituições educacionais, e da própria população, para reverter o âmbito da vida sexual dos adolescentes no século XXI. Dessa forma, é necessário mencionar como o tabu sobre falar de sexo influencia no número de gravidezes na adolescência e o papel transformador dos estabelecimentos de ensino e das famílias nessa questão.   Em primeiro lugar, é importante ressaltar a influência da escassez de diálogo sobre sexualidade nos casos de gravidez na puberdade. De acordo com a ONU, a taxa de jovens brasileiras grávidas entre 15 e 19 anos ultrapassa a porcentagem mundial. Sendo que a superioridade desses eventos no país está diretamente vinculada à censura de familiares ao falarem sobre a prática do sexo, a qual é interpretada como um assunto irrelevante nas conversas cotidianas. Ademais, boa parte dos adolescentes não é orientada por profissionais das escolas e, consequentemente, acabam sendo influenciadas por pessoas, desorientadas e mal direcionadas, de sua faixa etária.

Diante de tal problemática, é relevante destacar como a ação das fundações educacionais e da família pode modificar essa situação. Ao se basearem na frase de Carlos Drummond, de que: “é hora de recomeçar tudo outra vez, sem ilusão e sem pressa, mas com a teimosia de um inseto que busca o caminho no terremoto”, os atuantes irão repercutir ideais que valorizam a instrução sobre vida sexual na sociedade contemporânea. Por conseguinte, mostrarão que o pensamento de Albert Einstein de não haver distinção entre passado, presente e futuro é uma visão que não reconhece o poder da decisão de mudar, o qual é a ferramenta principal para solucionar o dilema da gravidez de adolescentes no Brasil.   Em suma, para que a intervenção dos agentes citados seja executada, é dever do Ministério da Educação aliar-se ao Ministério da Publicidade, com o intuito de diminuir o número de gravidezes na adolescência. Nesse contexto, é responsabilidade das escolas implementarem aulas obrigatórias sobre educação sexual, as quais explorarão os aspectos essenciais para orientar os adolescentes. Além disso, é fundamental as mídias criarem propagandas e campanhas conscientizadoras, para pais e adolescentes, sobre o tabu do sexo e a importância da comunicação sobre a vida sexual. Assim, a juventude estará mais disciplinada acerca da sexualidade e as palavras de Carlos Drummond serão cultivadas.