Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 05/06/2020
Na sociedade brasileira, conforme o Estatuto da Criança e do adolescente (ECA), a adolescência, para efeito de lei, é o período que vai dos 12 aos 18 anos incompletos. Muitos jovens desse recorte etário têm engravidado no País, fato que encontra relação na ineficiente atuação governamental em buscar soluções para esse complexo panorama nacional e na fragilidade cultural no que tange à prevenção, e requer uma atuação mais contundente de ambos os setores.
Efetivamente, é notória a tentativa governamental em conscientizar a população sobre a gravidez na adolescência ao lançarem a campanha publicitária “Adolescência primeiro gravidez depois”, a qual oferece informações a população sobre os números atuais de jovens adolescentes grávidas e as formas de prevenção de gravidez, bem como de uma possível IST, como preservativos e pílulas anticoncepcionais. Portanto, ainda são insuficientes a disponibilidade de verbas públicas destinadas à informes educativos governamentais, acerca de métodos contraceptivos, bem como é insatisfatória a distribuição de preservativos em postos de saúde, o que amplia a quantidade de adolescentes sujeitas a engravidar. Prova dessa inexpressividade política é que, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 68 a cada mil jovens entre 15 e 19 anos engravidaram no primeiro semestre de 2018.
Ademais, nota-se uma fragilidade cultural na busca de informações e conhecimento acerca de medidas a serem tomadas com o intuito de evitar a gravidez precoce indesejada, fato esse que pode trazer transtornos irreversíveis à garota. Como também é insatisfatória a participação de instituições escolares, conclamando o apoio das famílias, nos debates domésticos francos sobre o tema.
Destarte, para minorar a quantidade de adolescentes grávidas no Brasil, compete aos Ministérios da Saúde e da Educação massificar informes educacionais relativos às possibilidades preventivas, por meio de campanhas nas redes sociais e na imprensa televisiva. Paralelamente, é dever às familias e escolas, a promoção de palestras e diálogos recorrentes, e a promoção de uma sólida cultura juvenil que não associe o entretenimento ao sexo desprevinido e imprudente, uma vez que, devido a idade reduzida, pode ter impactos na formação escolar e até profissional. Portanto, enquanto as decisões governamentais, juntamente com medidas sociais para a redução da gravidez na adolescência forem ineficientes, maior será o número de adolescentes brasileiros grávidos precocemente.