Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 17/09/2020
De acordo com a Associação Médica Brasileira (AMB), aproximadamente 18% das crianças nascidas no Brasil são filhas de mães adolescentes, número que bota o país no ranking sobre o assunto. Um fator importante que favorece essa posição é a construção social baseada no patriarcado , uma vez que este inibe a discussão sobre temas como igualdade de gênero e sexualidade. Ademais, outro fator que contribui com estes casos são as tradições presentes em alguns países, como o Afeganistão, onde o casamento precoce e a exploração sexual se fazem presentes. Esta realidade deve-se a falhas governamentais e educacionais que contribuem para o agravamento de problemas, nesse caso, ligados aos casos de gravidez na adolescência e suas consequências ás jovens mães.
Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, os casos de gravidez na adolescência são mais comuns nas famílias de baixa renda. Isso ocorre, principalmente, devido a falta de informação, uma vez que, em decorrência de alguns “tabus” ainda existentes no mundo hodierno, a educação sexual não é comumente abordada nas escolas do país, fato que contribui não apenas para que continuem ocorrendo casos de gravidez precoce, mas também para a permanência de casos de infecções sexualmente transmissíveis (IST’s) e para um aumento da população mais pobre no país.
Ainda, devido a baixa idade e a não programação para engravidar, a adolescente terá chances maiores de desenvolver problemas psicológicos - como ansiedade ou depressão - e de tomar a decisão de abortar, podendo ir parar em clínicas clandestinas (uma vez que o aborto não é legalizado em alguns países) e acabar sofrendo danos irreversíveis, como problemas de fertilidade. Ademais, dependendo da idade da mãe, as chances de ocorrerem complicações durante a gravidez ou mesmo no parto são maiores (já que o corpo da jovem pode não estar preparado para tal ocasião), aumentando também o risco de morte, tanto para o bebê quanto para a mãe.
Em virtude dos fatos mencionados, percebe-se que mudanças devem ser tomadas em todo o mundo. Portanto, cada Governo deve reavaliar, por meio de reuniões com especialistas, sua situação perante o tema da gravidez na adolescência, debatendo quais as melhores formas para reduzi-la. Logo, com o intuito de acolher as jovens mães, o Governo deve disponibilizar psicólogos que estejam aptos a receber jovens mães e ajudar com possíveis problemas psicológicos. Segundo o filósofo Pitágoras, é necessário educar as crianças para não punir os homens. Tendo como base este pensamento, as organizações educacionais devem implementar a educação sexual como tema importante nas salas de aula, visando, dessa forma, alertar os jovens que não tem conhecimento sobre o assunto e, com isso, diminuir os índices de gravidez na adolescência.