Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 09/06/2020
Na canção “Me Lambe”, da banda nacional Raimundos, há um trecho ironizando a iniciação precoce na vida sexualmente ativa “O quê que essa criança tá fazendo aí toda mocinha? Vê, já sabe rebolar, e hoje em dia quem não sabe”, desta forma dando a entender que é um problema recente, mas como sabe-se, é um problema enraizado em nossa sociedade, que atormenta os brasileiros a bem mais tempo, e como consequência vem trazendo a gravidez na adolescência. Desse modo, tal problema deve ser analisado com um olhar crítico.
Em primeiro lugar, é válido citar que tal situação é enfrentada graças ao despreparo dos jovens, que não retem as informações necessárias para se prevenir, e consequentemente, evitar a vinda de um filho tão precocemente. Esta instrução deveria ser aplicada pelas instituições de ensino de todo país, sendo considerada um conhecimento básico e de acesso integral.
Em segundo lugar, deve-se considerar que uma das principais causas desse incidente é a “desmocratização” do ensino, sendo ele restrito a pessoas com mais condições financeiras, que normalmente se centralizam na região Sul e Sudeste do Brasil, causando desta forma, um alto índice de filhos de mães adolescentes em regiões ao norte do país.
Portanto, para resolução do problema é necessário que o Ministério da Educação atue diretamente no foco do problema - a educação sexual- democratizando o ensino, independentemente da região e condição socioeconômica, levando uma educação de qualidade que sirva para alertar os cuidados, riscos, consequências e formas de prevenção para a redução da gravidez na adolescência.