Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 10/06/2020

Durante o período da Grécia Antiga, era comum o Estado que lá existia incentivar as taxas de fecundação em adolescentes a fim de garantir o aumento da população e sua consequente mão de obra. Contudo, na sociedade hodierna a inversão dessa lógica ocorreu por meio da proliferação de métodos contraceptivos, principalmente, para o grupo mais vulnerável a ter uma gravidez indesejada que são os jovens. Nesse sentido, é indubitável a necessidade de se combater as causas que levam as adolescentes a engravidar, entre elas destacam-se: a prepotência juvenil e a pobreza

Em primeira análise, a alteração hormonal típica no início da juventude pode explicar a sensação de onipotência que, muitas vezes, culmina em uma gravidez indesejada. De acordo com dados do Ministério da Saúde,  18% dos bebês nascidos com vida no país têm como mãe jovens entre 15 e 19 anos de idade. Desse modo, vale salientar que essa alta taxa de natalidade não se trata de desinformação, porém de uma imatura busca por fins de cunho sexual e, devido à um retorno conservador, esses assuntos voltaram a ser tabu dentro da sociedade, o que, por conta de um desamparo familiar acarreta nessa problemática.

Ademais, a faixa etária mais afetada pela gravidez precoce é representada ,na maior parte das vezes, também pela camada mais pobre da sociedade. Segundo o sociólogo Max Weber, o indivíduo teria seu comportamento moldado pelo meio social em que está inserido. Desse maneira, a gestação durante a juventude reflete uma camada mais vulnerável economicamente do país, que muitas vezes, a gravidez acaba por representar, erroneamente, uma tentativa de garantir um relacionamento com o parceiro sexual. Em suma, uma  gravidez nessa idade por motivos inconsequentes, típicos de uma juventude desamparada estruturalmente, garante a perpetuação da pobreza que assola comunidades carentes no país já que, diferentemente da Grécia antiga, muitos filhos não é mais sinônimo de prosperidade.

Assim, promover uma reestruturação da mentalidade existente nos mais jovens é o primeiro passo que deve ser dado em prol de uma sociedade livre da gravidez indesejada. Portanto, deve a mídia trabalhar em meios sociais mais acessados pelos jovens na modernidade como as redes sociais e realizar, por meio de banners e propagandas, a divulgação da importância de boas escolhas nessa fase da vida a fim de promover, a curto prazo, uma caráter reflexivo na hora da realização do ato sexual sem contraceptivos. Além disso, o Ministério da Saúde deve estimular o controle da fecundidade em comunidades carentes, por intermédio de agentes de saúde, que deverão realizar visitas domiciliares mensais com intuito de dialogar com pais e filhos acerca da importância da prevenção de uma gravidez nessa faixa etária.