Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 11/06/2020

Gravidez na adolescência em pauta no Brasil

Evasão, Preconceito, perda de oportunidades e fim da infância. Esses são alguns dos agravantes de uma gravidez mal amparada e instruída durante a adolescência. Em 2015 nasceram, 574 mil crianças de mães entre 10 e 19 anos, de acordo com o Ministério da Saúde. Esse índice é alto e preocupante já que a gestação nessa idade costuma ser de risco, com baixa cobertura de pré-natal e bebes com menos peso.

Nesse contexto, é necessário considerar os motivos que explicam a gravidez na juventude. Apesar do fluxo de informações presentes na sociedade, ainda faltam habilidades e conscientização para a juventude lidar com esse conteúdo informativo disponível. A falta de dialogo entre pais e filhos sobre o sexo e sexualidade é um agravante nessa situação, pois os pais são a base para a criação dos adolescentes. Outro ponto é a falta de aulas em escolas sobre sexo e programas educativos para jovens.

A sociedade brasileira é uma sociedade cristã e nas sociedades cristãs, em geral, sexo e sexualidades são tabus, assuntos pelos quais não se fala abertamente. E essa dificuldade de se falar sobre o assunto dentro da família, na mídia ou nas escolas, favorece a desinformação e por consequência, o medo das meninas de discutirem e se protegerem.   Portanto, é essencial a ação do Estado para solucionar essa problemática. O Ministério da Saúde deve criar grupos operativos nos municípios, com foco nas escolas, para instruir os jovens a respeito da educação sexual para evitar a gestação e, também, ensinar a utilizar preservativos, além de distribui-los de forma gratuita e permanente. Ademais, também deve ser fornecido apoio às mães, para que estas tenham os seus direitos garantidos e não sofram preconceito pela sociedade.

Enfim, desta forma, estaremos auxiliando os jovens a se precaver de uma gestação precoce na adolescência e informando da importância de se proteger na hora de ter relações sexuais.