Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 11/06/2020

Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no Brasil a taxa de filhos de mães adolescentes é maior que a média mundial. Os casos de gravidez na adolescência vêem diminuindo, entretanto, de cada cinco bebês que nascem um tem a mãe menor de idade e só reforça a importância de informar, conscientizar e trazer à tona a necessidade de se combater a gravidez precoce.

A gravidez na adolescência é prejudicial sob ponto de vista da perspectiva da adolescente. No caso de 10 à 14 anos, o corpo está em desenvolvimento assim como o do bebê, trazendo danos a saúde da mesma como pressão alta, mudanças no corpo, baixa alto estima, e muitas vezes a própria adolescente não conhece seu corpo e por consequência a agravamento maior relacionado à sua saúde. Em alguns casos, o bebê nasce prematuro e a adolescente, despreparada psicologicamente, precisa lidar com os problemas devido ao baixo peso, a internação, sequencia de exames e procedimentos, e sem apoio emocional do parceiro e da família é um fator complicador para o futuro e desenvolvimento da mãe e do bebê. Além de abandonar a escola no período de gestação muitas interrompem definitivamente os estudos, ocasiona diversos problemas na vida da gestante e perpetua um ciclo de pobreza e exclusão social difícil de ser quebrado.

Segundo Marise Tofoli presidente da SGP, “Os pais precisam romper as barrerias quando o assunto envolve sexualidade”. A conscientização sobre a gravidez na adolescência deve vir agrupada entre pais, escolas e instituições governamentais, uma vez que o adolescente não tem o preparo psicológico para lidar com a sexualidade, outras vezes a falta de um vínculo familiar ocasiona na gravidez desejada ainda menor de idade para suprir essa carência, e em outras situações é fruto de relações de poder ou casos de violência, o que gera traumas permanentes. É preciso permitir que os adolescentes aprendam sobre convívio de respeito entre meninos e meninos, bem como a proteção necessária nas atividades sexuais, como os métodos contraceptivos.

O assunto precisa ser discutido, seja na escola, nas famílias e principalmente em ações de políticas públicas. Logo, cabe ao Ministério da Saúde junto com o Ministério da Educação, criar métodos de ocupação de tempo para os adolescentes como recreação, aulas institucionais e culturais, além palestras nas escolas com o intuito de conscientizar e prevenir doenças sexualmente transmissíveis (DST’s) e gravidez indesejada.