Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 11/06/2020
O Brasil,vem recebendo diversos alertas sobre o aumento da gestação
no período da adolescência. Dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e estatística), mostra que de cada cinco bebês que nascem, um tem a mãe com idade entre 15 e 19 anos. Ainda falando de dados fornecidos pelo IBGE, o Brasil tem a maior taxa mundial de mães adolescentes e em sua maioria são mulheres pobres. Com isso, vemos que a gestação precoce ainda é um grande problema, trazendo à tona outras diversas dificuldades que são acentuados em meia a uma gestação prematura.
Primeiramente, é importante considerar que parcela dessas gestações são frutos de algum tipo de violência sexual. Outro fator importante, é o crescente número de casos em periferias, onde o individuo que reside nessas áreas, já possuem diversas carências e não recebem a atenção necessária, como o acesso à cultura e a informação, e até mesmo a uma orientação médica que são escassas e limitadas. Além disso, não há presenças de ONG’s ou de um núcleo de política pública ativa participando do cotidiano dessas famílias. Ademais, a evasão escolar em grande parte vem de adolescentes que se tornam mães e por isso, precisam interromper os seus estudos para trabalhar e complementar a renda mensal, o que interfere diretamente em seu futuro.
Segundo, o assunto precisa ser discutidos entre as famílias e deixar de ser um tabu, pois não se trata de um problema individual e sim social. Especialistas afirmam que os adolescentes estão iniciando sua vida sexual cada vez mais cedo, e sem saber os riscos que correm ou como prevenir uma gestação indesejada segundo o site Uol. Dados fornecidos pela Sinasc (Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos), apontou que dos 3 milhões de nascidos em 2016, 480 mil eram filhos de mães entre 15 e 19 anos, correspondendo à 16% de todos os nascimentos.
Em vista dos argumentos apresentados, o ministério da cidadania adjunto com o ministério da saúde, precisa investir mais em campanhas midiáticas para serem exibidas em horários nobres e enfatizar as campanhas de conscientização, que hoje são feita apenas em curtos períodos e de forma pontual e não continua. Implantar em cada posto de saúde profissionais em saúde mental e instruir as mães a terem um dialogo aberto com seus filhos. E para reforçar as informações, trazer palestras as escolas, cursos técnicos, faculdades, ambiente de trabalho para que todos entendam como é possível reduzir os números a começar de si.