Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 11/06/2020

Com o decorrer do tempo, é fato que a humanidade cresceu significativamente em número. Porém atualmente, o mundo vem enfrentando um grande problema em relação a isso : a gravidez na adolescência, sobretudo, o risco para as mães e bebês, que, hoje, compõe 18% dos 3 milhões de nascidos vivos no Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Mesmo tendo diminuído de 661.290 para 546.529 o número de adolescentes dos 10 aos 19 anos, ainda são números grandiosos, considerando que o Brasil oferece o Sistema Único de Saúde (SUS), que disponibiliza em postos de atendimento, o preservativo masculino, método contraceptivo muito efetivo contra a gravidez e preventivo contra doenças sexualmente transmissíveis." Conhecer os métodos , os adolescentes conhecem, o que ocorre é a falta de habilidade de lidar com essa informação" afirma Albertina Duarte, ginecologista, obstetra e Coordenadora do Programa da Adolescência da Secretaria de São Paulo. Por isso, percebe-se que o problema não é a desinformação, mas sim, pro-atividade para lidar com a mesma, devido a diversas questões culturais e socio-econômicas.

Como diz a psicologa clínica Leila Cury Tardivo " Além de variáveis sociais e politicas, existe o aspecto psicológico […] o adolescente tem como característica, a onipotência, que dá a sensação do “isso não vai acontecer comigo”, o que é muito arriscado" , portanto, mostra mais uma vez o descaso com a informação sobre os riscos de uma gravidez na adolescência, considerada de risco, tanto pras mães quanto para o bebê, onde na maioria das vezes por medo de assumir a gravidez à público, a jovem não participa do pré-natal, o que, traz o risco da desnutrição para ambos, além do afastamento social ( de acordo com o IPE, 76% das mães adolescentes, se afastam dos estudos ) e familiar, pressão psicológica, ruptura familiar com o pai da criança, onde na maioria dos casos, a família da mãe que acolhe e apoia a jovem, de acordo com Leila, causando uma chance de segunda gravidez por parte de ambos os lados.

Por consequência, se mostram necessárias políticas amigáveis com a mãe, que incentivem a reinclusão na sociedade, principalmente nos estudos, além de apoio a grupos de apoio para a família, instruindo à cerca dos riscos da gravidez na adolescência, e como reverter um possível quadro negativo decorrente disso. Ainda, se mostra como necessária um maior investimento na educação, pois, o número de adolescentes grávidas diminui conforme aumenta a escolaridade, além disso, grupos de apoio dentre os jovens, tanto para grávidas, quanto para não grávidas, denotando o risco da grávidez nessa idade, além de apoiar as que, por escolha ou não, engravidaram.

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um a cada cinco bebes que nascem sao filhos de maes entre 15 e 19 anos ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica) IBGE

taxa de filhos de maes no brasil [e maisor que a media mundial.

Dos tres milhoes nascidos em 2016, 480 mil sao filhos de mães entre 15 e 19 anos, diz Sinasc, Sistema de informa;‘oes de Nascidos Vivos.

Cerca de 20% da mortalidade infantil decorre de filhos de maes adolescentes

Familias pobres sao as mais afetadas; diminui conforme cresce a taxa de escolaridade; ocorre mais em zonas rurais , nas cidades, nas periferias.