Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 11/06/2020

No filme “Preciosa”, a personagem principal sofre com a gravidez precoce concebida em um episódio de extrema vulnerabilidade. Assim como na ficção, muitas adolescentes têm sido envolvidas por essa realidade através de conflitos que estão agregados aos abusos sexuais que elas têm vivido. Desse jeito, essas meninas possuem falta na educação, que acaba interferindo no futuro delas.

Em primeiro lugar, é importante destacar que a falta de educação sexual nas escolas funciona como impulsionadora do entrave. Isso porque, segundo o filósofo francês Immanuel Kant, o ser humano é fruto da educação e, com a escassez da disciplina sexual, o conhecimento sobre sexualidade fica deturpado reverberando no problema da gravidez na adolescência. Dessa maneira, além de interromperem os planos futuros, as mães jovens podem passar dificuldades no período gestacional, como doenças hipertensivas e diabetes, devido o despreparo do corpo.

Em segundo lugar, presencia-se a ausência de debates familiares acerca da sexualidade também como um fator para a permanência do impasse. Nesse sentido, o pensamento do sociólogo Émile Durkheim, que a sociedade é como um “corpo biológico” composta por partes que interagem entre si, encontra-se defasado, dado que essa interação, por motivos histórico-culturais, como a religião, não ocorre nas famílias quando o assunto é sexualidade. Desse modo, os adolescentes sentem-se inseguros para conversarem com os familiares e escondem a gravidez, arriscando a própria vida, por causa da falta de acompanhamento médico.

Assim podendo concluir que em suma, medidas são necessárias para resolver o impasse. Logo, a fim de fornecer conhecimento e diminuir os índices de gravidez na adolescência, o Ministério da Educação, na condição de órgão governamental responsável por oferecer educação de qualidade a todos, por meio de mudanças na grade curricular das escolas, deve acrescentar aulas sobre educação sexual e métodos contraceptivos, ministradas por médicos e sexólogos.