Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 11/06/2020
Proclamada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à Saúde e ao bem-estar social. Conquanto, a gravidez na adolescência no Brasil impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Esse cenário antagônico é fruto tanto da desigualdade social, quanto da falta de educação sexual. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade. Precipuamente, é fulcral pontuar que desigualdade social deriva da baixa atuação dos setores governamentais no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, a cada mil mulheres de 15 a 19 anos, 78,8 tem ao menos um filho, o que significava 18,4% da taxa de fecundidade total, mães jovens com baixo nível de escolaridade e vivem nas regiões economicamente menos desenvolvidas do país. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar que a educação sexual entre pais e filhos como promotora do problema. De acordo com o jornal O Globo, 41% dos jovens não conversam com os pais sobre sexo. Partindo desse pressuposto, adolescentes necessitam de comunicação sobre conscientização e prevenção sexual. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a doenças sexuais e a gravidez na adolescência contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o aumento da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a gravidez na juventude, necessita-se, urgentemente, que o governo direcione capital que, por intermédio das instituições de ensino, será revertido em palestras de educação sexual com distribuição de preservativos; disponibilizando-os para famílias com baixa renda. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da natalidade precoce entre os jovens brasileiros.