Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 12/06/2020
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a cada mil adolescentes brasileiras entre 15 e 19 anos, 68,4 engravidaram e tiveram seus bebês, sendo que, a média mundial é de 46 nascimentos para essa faixa etária. Fato esse que demonstra a discrepância no número de adolescentes grávidas no Brasil em relação aos demais países. Desse modo, é evidente que existe pouca educação sexual entre esses indivíduos e deve-se refletir no papel governamentar ante essa situação.
Diante disso, em primeira análise, é importante ressaltar que como afirma A. Schopenhauer, os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento de mundo. De modo que a pouca orientação na esfera sexual dos adolescentes influi diretamente nas ações desses indivíduos, culminando em muitos casos na gestação precoce. Isso, porque esse grupo não costuma conversar sobre sexo em casa nem receber orientações dessa temática, inerente a vida do ser humano, nas escolas. Ficando, desta forma, a mercê de “conselhos” de amigos da mesma idade- que em muitas das vezes, também, não receberam ensinamento adequado- e da mídia, que por vezes, se utiliza de ficção para abordar seus conteúdos.
Destarte, sabendo que a Constituição Federal de 1988- norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro- assegura a todos o direito a educação e o bem- estar, é notório que o Estado não está cumprindo o seu dever, visto que, os altos números de geração de filhos na adolescência são uma consequência direta da falha na educação sexual da juventude. Criando, dessa maneira, obstáculos para o seu desenvolvimento psicossocial e maior risco de morte materna.
Infere-se,portanto, que são imprescindíveis ações do governo para a resolução dessa problemática. Assim, cabe ao Ministério da Educação em parceria com o Ministério da mulher, da Família e dos Direitos Humanos, a implementação da educação sexual nas escolas e o incentivo ao diálogo sobre o tema entre a família. Isso, por meio da criação de campanhas nas escolas, que incluam palestras educativas, psicólogos, distribuição de folhetos informativos nas salas e palestras para os pais - com o fito de destacar a importância da comunicação entre pais e filhos e de que modo isso está atrelado na prevenção de uma futura gestação. Diminuindo, desse modo, os índices hodiernos de gravidez entre menores e jovens cidadãs e possibilitando um futuro mais feliz e estruturado para essas jovens.