Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 23/06/2020

Na série norte-americana Grey’s Anatomy, a médica Isobel recebe como paciente uma adolescente grávida que tem inúmeros desafios em relação a maternidade, incluindo o abandono aos estudos e o preconceito social sofrido. Analogamente, a gravidez precoce é  recorrente na atualidade, em 2015 por exemplo, 574.400 crianças nasceram de mães entre 10 e 19 anos, segundo o Ministério da Saúde. Nesse contexto, as ações governamentais, como educação sobre o assunto e medidas preventivas, são imprescindíveis para a redução de grávidas abaixo da maioridade.

Primeiramente, é importante discorrer sobre a didática como fator de minimização da gravidez precoce. Para ilustrar, boa parte da sociedade, principalmente as camadas mais pobres, não têm conhecimento suficiente sobre as relações sexuais e essa carência de informação resulta em uma gestação indesejada. Segundo o educador Paulo Freire, “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”, ou seja, o ensino sobre o sexo e a popularização dos métodos contraceptivos é essencial para modificar esse cenário da atualidade.

Ademais, vale ressaltar que as medidas de prevenção são indispensáveis na conduta governamental para a atenuação da gravidez na adolescência. Por certo,  a sociedade brasileira enxerga o sexo como tabu, além de  ter acesso restrito aos métodos contraceptivos, uma vez que não são todos os postos de saúde localizados nas comunidades que os oferecem. Dessa forma, homens e mulheres têm comportamentos sexuais inadequados, sem os devidos cuidados, que podem resultar na gestação precoce e em doenças sexualmenete transmisíveis.

Em face disso, cabe ao Ministério da Educação, oferecer ensino sexual aos alunos das redes pública e privada, por meio da implementação de pesquisas obrigatórias na grade curricular sobre os métodos contraceptivos e consequências da gravidez precoce, a fim de conscientizar os adolescentes e minimizar a gestação nessa faixa etária. Somado a isso, é dever do Estado garantir abastecimento de preservativos nos postos de saúde para a população, por intermédio de maior produção e entrega de camisinhas com o dinheiro de impostos, com o propósito de oferecer os devidos cuidados para a sociedade. Destarte, será possível reduzir a fetação nas mulheres com menos de 18 anos.