Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 23/06/2020
É evidente que a gravidez na adolescência é um problema grave no Brasil. Essa situação é resultado inegável da formação cultural conservadora que considera esse assunto como um tabu. Nesse contexto, torna-se evidente como causas a ausência da educação sexual, bem como a falta de debates acerca do tema.
Em primeiro plano, é preciso atentar para a escassez da educação sexual presente na questão. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a mãe de um entre cinco bebês possui idade de 15 a 19 anos. Nesse cenário, percebe-se a necessidade de aulas sobre sexualidade a partir da pré-adolescência. Pois, a educação serviria como medida preventiva para gravidez em adolescentes.
Outro ponto relevante nessa temática é a ausência de debates sobre a temática. Nesse sentido, Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse modo, para que o problema da gravidez na adolescência seja resolvido, faz-se necessário debater sobre. Dessa forma, os jovens saberão como agir e quais proteções são indispensáveis em atividades sexuais.
Logo, medidas são necessárias para alterar esse cenário. Sendo assim, é essencial que os pais, passem a dialogar com os filhos, principalmente sobre temas que envolva sexualidade, para que esse tabu seja quebrado. Além disso, o Ministério da Educação, deve criar a matéria sobre educação sexual, para alunos a partir de 13 anos de idade, a fim de que não aconteça situações de gravidez indesejada.