Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 23/06/2020

A educação é um direito fundamental de todo cidadão brasileiro. Além disso, é essencial para a formação pessoal, profissional e social de um indivíduo. No entanto, apesar dos avanços tecnológicos na metodologia de ensino, o processo educativo apresenta problemas. Dentre esses, cabe analisar a falta de educação sexual e, consequentemente, a persistência do alto índice de mães com idade entre 15 e 19 anos como fatores que confirmam a necessidade de ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência.

Em primeira análise, é importante ressaltar que educação sexual nas escolas é fundamental para conscientizar e orientar os alunos acerca das medidas e cuidados necessários para a realização de atividades sexuais. Contudo, diversas unidades educacionais não apresentam informações completas sobre o assunto. Em congruência ao pensamento do filósofo Immanuel Kant, “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”, pode-se dizer que a ausência de conteúdo educativo sobre a temática em pauta é um problema, visto que o estudante deixa de ter em sua base e formação educacional conhecimento sobre a área. Desse modo, o indivíduo fica exposto ao risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis e a gravidez precoce.

Em segunda análise, por conseguinte, os casos de gravidez na adolescência permanecem em decorrência da escassez de conteúdo informativo sobre educação sexual nas escolas, já que contém material sobre os métodos contraceptivos. Nessa lógica, sem conhecimento dos meios de proteção sexual, os alunos encontram-se propensos a gravidez. Segundos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um bebê em cada cinco que nascem tem a mãe com idade entre 15 e 19 anos de idade. Dessa forma, torna-se evidente a urgência em implementar ações governamentais para reduzir o índice de gravidez na adolescência.

Diante de tal contexto, faz-se mister salientar a importância de educar e instruir os alunos em todos os aspectos necessários para o bem comum. Assim sendo, o Ministério da Educação (MEC) deve informar os estudantes sobre as consequências do sexo sem proteção, por meio da inclusão de palestras educativas nas escolas, nas quais o risco de contrair doenças e os métodos contraceptivos estejam incluídos, a fim de garantir a conscientização dos alunos acerca do assunto abordado e evitar a gravidez na adolescência oriunda da falta de informação. Somente assim, será possível atenuar o número de adolescentes que engravidam no Brasil.