Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 25/06/2020

A Constituição Federal garante aos brasileiros a dignidade da pessoa humana. Todavia, na prática, é evidente a ausência desse princípio quando se observa a problemática da gravidez na adolescência no Brasil. Nesse contexto, não há dúvidas de que esse mal é um desafio social, o qual ocorre devido não só à precarização da educação, mas também, à desigualdade social.

Vale destacar, de início, que uma das principais motivações para essa questão é a precarização da educação. Isso porque a falta de informação impede que inúmeros adolescentes desfrutem de instruções sobre educação sexual. Basta ver os dados do site G1, em 2018, o qual exibe que apenas 12% das escolas públicas, no País, ministram palestras referente ao sexo seguro. Em consequência disso, tal camada social acaba por engravidar precocemente, o que gera problemas biológicos e sociais, como aborto natural e evasão escolar, contrariando o que assegura a Constituição Federal. Logo, é crucial que o governo crie ações para redução da gravidez na adolescência.

Faz–se mister, ainda, salientar a falta de diálogo como impulsionadora do tema. Visto que somente 83% das famílias brasileiras não mantém diálogos e esclarecimentos a respeito do sexo seguro com seus filhos, conforme matéria da revista Veja, em 2019. Nesse caso, tais razões fazem com que as meninas tenham a vida sexual cada vez mais precoce, devido a falta de informação acerca do assunto, o que gera diversos dilemas, já que, a maioria das adolescentes que engravidam abandonam os estudos para cuidarem dos filhos, o que aumenta os riscos de desemprego e dependência econômica dos familiares. Assim, os aspectos mencionados perturbam a sociedade, pois, em concordância com Paulo Freire, famoso pedagogo, “se a educação sozinha não transforma uma sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Então, é fundamental haver discussões entre pais e filhos quanto ao conteúdo.

Portanto, com o intuito de reduzir a gravidez na adolescência, o Poder Público deve promover ações mais inerentes à realidade social, por meio de alertas sobre os riscos que tais atos trazem à vida humana. Isso pode ser feito nas escolas, mediante campanhas educativas, direcionadas ao alunos e seus familiares, em que professores e psicólogos ministrarão palestras e explicarão a importância do sexo seguro, bem como apresentarão métodos diálogos que os pais poderão utilizar para orientar seus filhos acerca do assunto. Tudo isso com finalidade de evitar que pessoas tenham sua dignidade ferida, tanto quanto proporcionar melhor bem-estar àqueles que necessitam. Destarte, a sociedade desfrutará da igualdade de direitos garantidos conforme a Carta Magna.