Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 27/06/2020

Os altos índices de gravidez na adolescência devem ser vistos, hodiernamente no Brasil, como uma grave problemática. Isso se deve, sobretudo, à falta de políticas públicas que conscientizem os jovens sobre essa questão, além da desigualdade social e a baixa escolaridade, que são algumas das principais causas que geram a gravidez precoce. Logo, é irrefutável que ocorram ações afirmativas, a fim de conter esse conflituoso cenário.

Nesse sentido, a série Euphoria, do canal HBO, retrata em uma de suas tramas a personagem Cassie, uma adolescente que engravida aos 16 anos e mostra todas as problemáticas que uma gravidez na adolescência pode ocasionar. Todavia, análoga à ficção, a realidade brasileira se mostra tão discrepante, já que é preocupante os altos índices de jovens grávidas e os inúmeros problemas que surgem juntamente com essa. Nesse contexto, é inegável que ações governamentais são necessárias para diminuir esse cenário, principalmente nas ações de educação sexual escolar e ampliação de políticas públicas de conscientização da parcela da população mais vulnerável a essa problemática. Desse modo, ressalta-se a importância de medidas a fim de evitar tal situação.

Outrossim, o fato de o País ser um dos mais desiguais do mundo, na questão de educação, contribui para a maximização da gravidez precoce. Nesse peculiar, seguindo a linha de pensamento do filósofo Immanuel Kant, no qual afirmava que o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele, é de acessível comentário que a educação além de promover a conscientização, auxilia também em questões como o planejamento familiar. Com isso, a instruição educacional pode ser apontada como uma fator determinante ao combate dessa problemática. Logo, uma jovem que recebeu uma educação de qualidade, terá melhor planejamento familiar e conscientizará a respeito do uso de métodos contraceptivos, assegurando uma família e uma gravidez mais estruturada.

Urge, pois, que sejam realizadas ações sinérgicas, com o fito de diminuir a gravidez na adolescência. Para tanto, cabe ao governo promover e consolidar ações afirmativas, a fim de evitar a maximização dessa problemática. Tais empreitadas sociais podem ser realizadas por intermédio de programas educativos escolares e campanhas nos níveis individual, social e familiar. Por fim, objetiva-se diminuir esse cenário caótico que, infelizmente, persiste no meio.