Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 29/06/2020
Entende-se como gravidez precoce aquela gerada em jovens entre 15 e 19 anos. Dados do Sinasc (sistema de informações sobre nascidos vivos) apontam que em 2016, dos 3 milhões de nascidos, 480 eram filhos de mães nessa faxa de idade. Embora aja uma redução nesses números, ainda é comum ver garotas de baixa renda, que pouco conhecem sobre seu corpo, seus direitos e os métodos de prevenção.
As famílias de baixa renda têm menos oportunidades e menos acesso as informações que as demais. Quando existem, as ações de prevenções dos estados e municípios não chegam aos bairros pobres com o mesmo peso de uma campanha política. Os pais compreendem que falta tempo e recurso para acompanhar as mudanças no corpo dos filhos. Por isso a dificuldade em auxiliar na educação sexual.
O ministério da saúde continua, de forma gratuita, oferecendo contraceptivos nas unidades básicas de saúde. Recursos como: preservativos, pilulas anticoncepcionais e o DIU, que não é a base de hormônio e pode durar dez anos no útero. O problema é essa informação chegar as escolas, que muitas vezes se isentam do papel de passar aos alunos, desde cedo, os cuidados com a sexualidade.
A secretaria de saúde deve garantir que tais recursos cheguem até as casas das famílias. Fazendo uma parceria com o ministério da educação, afim de incluir, nas escolas, conteúdos relacionados a saúde e mais ações que promovam os diretos e empodramento dos estudantes diante dos desafios da vida.