Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 30/06/2020
Apesar de a Constituição Federal de 1988 garantir o direito a um ensino escolar de qualidade, nota-se que a educação sexual também merece essa devida atenção, tendo em vista o crescente número de meninas que engravidam ainda adolescentes. Desse modo, esse cenário exige ações mais eficazes do poder público, como a educação sexual sendo uma matéria na escola e propagandas que mostrem as ações do SUS que contribuem com a redução da problemática.
Em uma primeira análise, o sociólogo Zygmunt Bauman defende em sua obra ‘‘Modernidade Líquida’’ que o individualismo é um dos principais males da sociedade pós-moderna. Nesse sentido, esse pensamento de Bauman pode ser observado no contexto social no tabu existente no âmbito da educação sexual nos educandários, no qual a grande maioria acredita que tal matéria estará ensinando o jovem a praticar o sexo, quando na verdade ela certamente contribuirá com a redução da incidência de adolescentes grávidas, pois estas passarão a ter mais conhecimento de seus corpos e dos métodos contraceptivos.
Outrossim, com os devidos conhecimentos sobre os métodos que evitarão a gravidez precoce, o Governo juntamente com a mídia precisam divulgar mais as ações promovidas pelo Sistema Único de Saúde que contribuem com a redução da problemática, como s implantação gratuita do DIU-Dispositivo Intra Uterino- e a distribuição de preservativos nos postos de saúde. Dessa forma, poderá se notar uma redução drástica das gravidezes de mulheres adolescentes.
À luz dos argumentos supracitados, depreende-se que a educação sexual e o uso de métodos anticoncepcionais são ações governamentais eficazes para diminuir o número de adolescentes grávidas. Assim, o Governo deve colocar o ensino sexual como matéria obrigatória nos colégios públicos e privados, por meio de aulas ministradas tanto por profissionais da saúde quanto da educação-como ginecologistas e pedagogos-, a fim de conscientizar e ensinar aqueles jovens. Ademais, a mídia deve criar propagandas e anúncios que divulguem as ações gratuitas disponíveis no SUS para evitar a gestação precoce e as fazer circular em seus veículos de comunicação, como TV, rádio e internet.