Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 20/08/2020
Atualmente é comum nos deparamos com casos de gravidez precoce, fruto do início da vida sexual ativa cada vez mais cedo. Realidade que impacta predominantemente a vida da jovem em estado gravídico, pois manter uma gestação requer dedicação e muitas vezes abdicação de direitos básicos em prol da realidade social em que a mesma se encontra.
Sob esse viés, um fator que contribui para a construção desse cenário é a orientação sexual ser um tabu em diversos âmbitos, tanto familiar quanto social. O que claramente é uma das medidas essenciais para a prevenção, contudo o preconceito persiste, mesmo com os números crescendo exponencialmente. Dados do IBGE comprovam que a cada 5 bebês que nascem, um tem a mãe com idade entre 15 e 19 anos.
A maternidade afeta a vida pessoal, profissional e psicológica do casal e de suas famílias. Por serem muito jovens a gravidez se torna de risco, influenciando assim, a vida da mãe e da criança, além de se encontrar em um ambiente de extrema vulnerabilidade social, abdicam do ensino básico para dedicar-se a maternidade.
Cabe assim ao Ministério da Educação implantar nas escolas educação sexual, para que ensine meios contraceptivos, além da consciência dos riscos de uma gravidez precoce, e em conjunto com os pais manter diálogos na sua juventude sobre o assunto. Cabe também ao Ministério da Saúde promover palestras e liberar meios para a prevenção da gravidez, para que em um futuro próximo não seja mais problema.