Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 19/07/2020

Redução da gravidez na adolescência

Gravidez precoce pode afetar diretamente na vida escolar da mulher através da escolha entre criar a criança e seguir com seus estudos acadêmicos. Supondo que o período dessa ocorrência esteja entre o quinto ano do ensino fundamental e o segundo ano do ensino médio, dependendo do nível escolar a aluna pode ter mais dificuldades em encontrar emprego se optar por eixar a escola. Se a situação ficar difícil, sempre tem a possibilidade de doar o bebê, porém não é muito recomendada devido as dificuldades financeiras que instituições de doação no Brasil e no mundo passam. Essa é uma realidade que deve ser enfrentada com calma e racionalidade, pois várias vezes parte do problema está na falta de responsabilidade do progenitor, com todo o peso caindo nas mãos da figura feminina.

Dentre as opções analisadas anteriormente, a que melhor se qualificaria para solucionar a questão seria em primeiro lugar o jovem ou a jovem terem tido um instinto de autopreservação e tivessem usado contra medidas para essa possibilidade, como a utilização da camisinha, coisa que só pode ser alcançada pela educação ,um recurso que muitas pessoas no Brasil não tem acesso. Segundo dados do ministério da saúde, a gestação precoce prevalece em famílias de baixa renda e 17% das crianças nascidas em 2015 foram de casos indesejados e ainda que esse número tenha caído outros 17% entre 2005 e 2015 , existe muito trabalho a ser feito para reduzir essa condição.

Além disso, outra menção importante a ser realizada é a conscientização que o plano familiar deixa de empregar, pois a maioria dos pais evita falar sobre o assunto sexo, sendo considerado um “taboo” social e em decorrência disso, a criança fica despreparada para as novas descobertas corporais na adolescência e isso se torna perigoso principalmente no caso feminino, sendo que ela fica despreparada para os sentimentos e a malicia que homens exercem. Exemplos desse ocorrido podem ser encontrados por todo o país, pois segundos dados do IBGE, 4,8 a cada 100 mil mulheres sofrem feminicídios no país, geralmente antecedidos de violência sexual, situação que precisa acabar.

Portanto, para evitar esse tipo de gravidez , dados de organizações como o Sinasc precisam ser divulgados com maior vigor pelo ministério da saúde e programas escolares que explicam os riscos desse tipo de situação também devem ser implementados, as duas coisas por meio de sites oficiais do assunto ou da escolha e aplicação de professores e tutores para explica-lo, isso com certo fundo financeiro para aplica-lo e com a esperança de chegue até as famílias e mude suas perspectivas em relação a figura feminina, assim melhorando a vida de muitas adolescentes.