Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 15/07/2020
Nos tempos hodiernos, são altas as taxas de gravidez na adolescência por todo o mundo. Isso ocorre porque falta educação sexual nas escolas, além de ser um assunto cheio de tabus dentro dos ambientes familiares. Por esse motivo, urge que os agentes governamentais e sociais tomem medidas que contornem essa situação, visando a diminuição dos casos de gravidez entre jovens.
De fato, mesmo com todo o acesso à informação que a maioria dos jovens possuem hoje em dia, o número de casos de gravidez na adolescência possui altas taxas em vários países mundo, o que o torna um problema social e de saúde pública. A exemplo, tem-se o Brasil, que possui um índice mais alto do que o da média mundial. Segundo o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a cada cinco bebês, um é filho de mãe adolescente no Brasil. Esse alto número pode ser explicado pela falta de informação acerca do assunto, pois falta campanhas de conscientização e aulas dentro das escolas que abordem abertamente sobre o tema, alertando os jovens sobre os perigos que uma gravidez precoce pode trazer, como o aumento do risco dos bebês nascerem prematuros, além de informar acerca dos métodos contraceptivos, evitando, também, DSTs.
Ademais, é imprescindível relatar sobre todo o tabu que envolve a questão da educação sexual, principalmente entre familiares. Diante disso, nota-se que há ainda uma enorme falta de diálogo entre pais e filhos acerca do tema, o que acaba favorecendo para o aumento do número de casos. E, mesmo que séries como “Sex Education”, produzidas por grandes plataformas de entretenimento, gerem um debate e trazem informação, a maior parte da população que estar dentro das taxas são de periferias e áreas mais pobres, ou seja, pessoas que não possem acesso a esse tipo de entretenimento, o que torna a questão um problema a ser tratado principalmente por órgãos governamentais.
À luz dessas considerações, urge que os Estados, por meio das escolas, promovam aulas, palestras e “workshops” que tragam educação sexual para adolescentes e jovens, atuando, principalmente, em áreas periféricas, com o fito de diminuir a taxa de gravidez na adolescência e, também, a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis. Somado a isso, cabe a ONGs realizarem, por meio da mídia, campanhas publicitárias de conscientização, afim de romper barreiras com assuntos sexuais, influenciando um maior diálogo entre pais e filhos e uma rede de apoio familiar.