Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 13/07/2020

“Ordem e Progresso”: as palavras positivistas estampadas na bandeira do Brasil não condizem com a realidade vivida pelo seu povo, principalmente no que tange à parcela jovem da população. Nesse contexto, o atual cenário de gestação na adolescência no país tem causado cada vez mais preocupação em profissionais da área da saúde. Apesar de esse índice ter sido reduzido nos últimos anos, ele permanece elevado. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cera de 20% dos bebês que nascem no país têm mães entre 15 e 19 anos de idade. Dessa forma, é importante analisar que essa realidade ocorre em razão da falta de informação oferecida à pupulação somada à falta de investimento governamental no bem-estar público.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que a educação é, conforme Nelson Mandela, a melhor arma para mudar o mundo. Nesse sentido, a série britânica “Sex Education”, Educação Sexual, em português, foi lançada em 2019 e causou polêmicas no Brasil. O programa, ao retratar o cotidiano de adolescentes, aborda sobre a importância desse ensinamento para protegê-los contra as diversas consequências do sexo desprotegido, bem como a gravidez. Nssa perspectiva, no Brasil, a instrução sexual ainda não está presente nas escolas e representa um tabu na sociedade. Assim, a grande proporção de meninas sem conhecimento sexual colabora para o aumento dessa taxa no país.

Além disso, é imprescindível salientar que o Sistema Único de Saúde (SUS) não está apto para atender às necessidades do povo. Segundo o IBGE, menos da metade dos estados brasileiros distribui, em instituições públicas de saúde, os principais métodos contraceptivos. Nessa conjuntura, a falta de materiais para o atendimento dos jovens de baixa renda, como pílulas e preservativos, agrava ainda mais o cenário brasileiro de gravidez na adolescência. Como prova disso, consoante o Ministério da Saúde (MS), as regiões com menor investimento em saúde, Norte e Nordeste, são as que mais apresentam casos de gestação imatura.

Em síntese, a escassez de educação sexual nas escolas, associada ao baixo investimento na sanidade da população, contribui para a alta taxa de gravidez das jovens brasileiras. Portanto, cabe ao Ministério da Educação (MEC), mediante a contratação de profissionais qualificados, a exemplo de médicos e enfermeiros, prover, nas escolas, aulas de educação sexual, que ensinará às crianças a respeito da relação sexual segura. Ademais, o MS deve, por meio de aplicação financeira, fornecer às instituições públicas de sanidade popular, como hospitais e postos de saúde, quantidades suficientes de contraceptivos, bem como pílulas e dispositivos intrauterinos. Essas medidas têm o finto de reduzir o índice de gestação precoce no país e, dessa maneira, assegurar ao seu povo a ordem e o progresso.