Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 19/08/2020

Na cultura do Antigo Egito, a fertilidade era enaltecida e, para muitas mulheres, tornar-se mãe formalizava seu papel na sociedade. Nos tempos de hoje, a gravidez na adolescência é uma realidade inaceitável, pois perpetua o ciclo da pobreza e prejudica o desenvolvimento a saúde menina.Portanto, é necessário implementar ações governamentais a fim de reduzir essa questão social.

Em primeiro lugar, a criança gerada da gravidez na adolescência é uma obrigação, muitas vezes intransferível, da menina, a qual, em muitos casos, sonha em obter uma carreira profissional para auxiliar financeiramente sua família. Nessa perspectiva, a UNICEF realizou uma análise, na cidade de São Paulo em 2019, constatando um maior número de gestantes adolescentes na periferia. Portanto, as jovens pertencentes as camadas mais pobres da sociedade são mais propensas a ter uma gravidez antes dos 18 anos, geralmente, pela falta de educação sexual tanto na escola quanto dentro da própria casa por ser esse assunto ainda um tabu.

Ademais, durante a adolescência o corpo das meninas ainda está se desenvolvendo e isso pode ser prejudicial a ela e ao desenvolvimento da criança. Nesse contexto, várias adolescentes passam a ter pressão alta e diabetes gestacional, por exemplo, além de iniciarem de forma tardia o pré-natal por, muitas vezes, esconderem a gravidez dos pais. Diante dessa realidade, o presidente Jair Bolsonaro aprovou a lei da Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência. Essa exposição em todo o país trará muita informação de qualidade sobre o tema e  para as meninas gestantes a respeito da importância de cuidar de sua saúde na gestação.

Em suma, a gravidez na adolescência é um problema social, o qual deve ser resolvido por meio de ações governamentais. Primeiramente, é importante que haja um cuidado para com as meninas residentes nas comunidades carentes. Seria plausível a cada 15 dias serem realizadas conversas nas escolas com médicas ginecologistas e psicólogas com grupos de meninas e de meninos e também para os pais a fim de sanar dúvidas dos jovens e familiares além de mostrar consequências de uma possível gravidez precoce. Ademais, é necessário o Estado se empenhar em disponibilizar contraceptivos gratuitos para as meninas e meninos em todo território nacional, sejam pílulas ou preservativos, sendo esses distribuídos nas escolas por professoras; somando- se a isso, é importante que o Ministério da Saúde contrate psicólogos e assistentes sociais para trabalhar com as adolescentes grávidas a fim de melhor as orientar para passar a notícia aos pais, realizar o pré-natal corretamente e seguir frequentando a escola durante a gestação e após o parto da criança. Assim, iremos formar uma geração mais consciente a respeito de seus atos.