Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 15/07/2020
No recente século XX, um período ainda muito lembrado, quando uma mulher engravidava antes do casamento, acontecia um grande desconforto por parte da família, sendo essa mulher, então, encorajada ao casamento. Atualmente, esse encorajamento não é mais tão comum, porém, apesar de antiga a questão da gravidez precoce, lamentavelmente, ainda existem muitas jovens que engravidam na adolescência por falta de ações governamentais eficientes. Com isso, diversos fatores fazem com que o problema não reduza de forma significativa, como a sua relação com a pobreza e a falsa impressão do problema estar superado.
Em primeiro lugar, a relação entre a pobreza e a gravidez na adolescência, apresentada no site do Senado, por meio de um infográfico do Ministério da Saúde, fica evidente quando, nesse documento, observa-se que as regiões Norte e Nordeste apresentam as maiores taxas relativas de nascidos vivos de mães jovens, entre 10 a 19 anos. Assim, essa camada mais socialmente prejudicada necessita de uma atenção especial, pois essas jovens podem ter menos oportunidades.
Ademais, por parte da sociedade, há uma falsa sensação de problema superado. Essa perspectiva pode ser embasada em dados do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos, o Sinasc, que mostra uma queda de aproximadamente 20% entre os filhos de mães jovens no período de uma década. Dessa forma, está havendo pouca visibilidade para o problema, dificultando a sua percepção por parte do poder público, o que prejudica a prática da especial proteção da família, como diz o artigo 226º da Constituição Federal.
Portanto, em decorrência desses problemas, fica visível a pouca eficácia do Estado no combate à gravidez na adolescência. Assim, cabe ao Governo Federal, em parceria com os Ministérios da Saúde e da Educação, promover, com verba específica, cursos sobre educação sexual para os alunos da rede pública, com profissionais de saúde e educadores, previnindo a gravidez de jovens adolescentes por falta de informações.