Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 15/07/2020
No filme “Preciosa”, Claireece, a protagonista da trama, sofre com a gravidez precoce concebida em um episódio de extrema vulnerabilidade. Assim como na ficção, muitas adolescentes têm sido envolvidas por essa realidade através de conflitos, psicologicos e sociais, que estão associados à maternidade precoce. Nesse âmbito, a instrução psicológica familiar e as ações governamentais de apoio à gestação tornam-se imprescindiveis na redução da gravidez na adolescência.
Em primeiro lugar, a assistência psicológica às familias e as gestantes é fundamental no combate à redução da gravidez. De acordo com a psicóloga clínica e professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, Leila Cury Tardivo, a maternidade precoce está diretamente associada à pífia pedagogia familiar de lidar com a problemática, o que agrava, ainda mais, tal cenário brasileiro. Como consequência dessa falta de diálogo e apoio familiar, essas adolescentes não se sentem empoderadas em seu direito de escolha, as quais ficam submissas aos companheiros, tanto financeiramente, quanto psicologicamente, em suas relações e práticas abusivas, sem perspectiva de mudança, o que ocasiona em relações sexuais sem preservativos, findando em uma gravidez não desejada. Dessa forma, políticas públicas instrucionais ao núcleo familiar fazem-se necessárias.
Além disso, a carência de ações públicas de sáude multidisciplinar diretamente voltas a elas, são indeclináveis à causa. Segundo a obstetra e coordenadora da Casa do Adolescente da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo - Albertina Duarte - a discussão sobre a gravidez é muito mais ampla que as intruções quanto ao uso dos métodos contrceptivos. Questões psicológicas, de saúde clínica de acompanhamento, estrtura familiar, dentre outras, são fundamentais para a resolução do problema, haja vista que a 1 a cada 5 adolescentes entre 10 a 14 anos, torna-se mãe prematuramente, de acordo com o IBGE. Diante desse cenário, acompanhamentos especiais clínicos são fundamentais para que não ocorra morte do bebê ou da mãe, além de estrutura psicológica quanto às questões associadas à essa maternidade precoce.
Fica evidente, portanto, que ações governamentais são urgentes no combate ao tema. Logo, cabe ao Miniestério da Educação, em parceria com ONGs e as escolas, criarem oficinas ministradas por mães adolescentes e seus familiares, com depoimentos e instruções de diálogo dos pais aos filhos, por meio de palestras e encontros semanais, com o fito de promover o apoio familiar diante dessa situação. Además o Miniestério da Saúde deve prover, pelo SUS, um programa de acompanhamento especial pluridisciplinar a essas mães precoces, com o intuito de dar assitência social, clínica e psicologica a elas. Para que, enfim, o cenário vivido pro Claireece, fique somente na ficção.