Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 19/07/2020

A Revolta da Vacina ocorrida no Brasil no século XX, foi marcada pela vacinação em massa da população periférica do Rio de Janeiro sem o seu consentimento e a devida informação sobre os seus efeitos. No entanto, essa prática vai se repercutir de outras formas no cenário atual, evidenciado pela alienação principalmente da parcela mais marginalizada da população. Desse modo, grande parte dos fatores associados aos efeitos gerados pela gravidez precoce são causados pela problemática da pobreza e desigualdade socioeconômica, além dos desafios que envolvem a educação sexual.

Em primeira análise, devemos entender o quanto a  falta de recursos financeiros está associada com o número de gestantes durante a fase infanto juvenil. Acerca disso, segundo a teoria reformista marxista o crescimento populacional está diretamente ligado a pobreza e a marginalização de uma determinada região. Em virtude disso, é preciso entender que muitas das adolescentes, por não possuírem nenhuma perspectiva de futuro acabam projetando as suas ambições em seus filhos. Dessa forma, é importante frisar que por essas mães muitas vezes saírem de uma família desestruturada  ou por até mesmo não possuírem uma, acabam se submetendo a uma gravidez proposital afim de possuir aquilo que nunca tiveram, uma família genuína.

Em razão disso, muitas jovens acabam não dando o valor necessário aos métodos contraceptivos e aos meios para se obter um sexo de maneira mais segura. De acordo com o sociólogo Manuel Castells, a estratificação social é definida pelo poder que os meios e as condições tem sobre o futuro de um determinado individuo. Sob esse viés, a grande maioria dessas moças tinham ciência dos meios para uma relação sexual não prejudicial, mas que por conta da cultura da sociedade local que elas estavam inseridas, acabam não dando o devido valor e incetivo para o uso dos métodos contraceptivos. Em face disso,  a gravidez precoce se torna algo habitual por não haver formas que mostrem à essas garotas como adquirirem habilidades para usurfluirem dessas políticas de saúde publica.

Portanto, os problemas enfrentados para a redução da gravidez na adolescência irão perdurar enquanto não houver uma efetiva intervenção. Para tanto, é necessário que haja a formulação de programas sociais de acolhimento e atendimento psicológico mais substanciais afim de promover a reintegração da gravida na educação e no mercado de trabalho, promovendo a sua ascensão social, além disso é importante promover palestras de educação sexual nas escolas que influem na quebra dessa cultura patriarcal que trata a mulher como objeto reprodutor e mostrem a responsabilidade do pais sobre os seus filhos, por meio do Ministério da Saúde juntamente com o da Cidadania. Assim, implantando essas medidas caminharemos pra uma sociedade mais justa, consciente e igualitária.