Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 24/07/2020

Abuso Sexual, desigualdade social, deficit emocional familiar, ameaçam a infância e adolescência de milhares de meninas no Brasil por gerar cerca de 16% do total de gravidez no Brasil, em adolescentes com faixa etária de 15 á 19 anos, segundo a OMS, Organização Mundial de Saúde. Essa problemática trás riscos á saúde emocional, física e psíquica na vida das jovens, aumenta o ciclo de pobreza do País e gera incerteza ao futuro dessas meninas. Este cenário tem uma necessidade urgente em ser analisado por governantes e sociedade,  buscando minimizar os danos causados á vida das adolescentes brasileiras.

Obviamente o abuso sexual gera traumas físicos e psicológicos em suas vítimas, e infelizmente, ocorre em grande escala nas comunidades e bairros de classe baixa, onde as meninas em sua maioria já vem de uma geração de mães adolescentes, realidade que aumenta as chances de perpetuarem o ciclo da pobreza e repetirem as ações de suas gerações. Essa estrutura familiar desfuncional gera um deficit emocional nesta adolescente, que evidencia uma necessidade de encontrar apoio emocional fora de casa, expondo-a á falta de segurança, potencializando o risco de gravidez por abuso, ou ainda por iniciarem uma vida sexual precoce.

Concomitantemente, o deficit emocional evidenciado na falta de apoio familiar, associado a inexperiência da maternidade precoce, obriga muitas adolescentes a abandonarem a escola, e se tornarem adultas sem qualificação profissional, salientando a problemática do nível de desigualdade social no país, visto que esses bebês são criados em um cenário desfavorável, sem estrutura familiar, financeira e emocional, proporcionando o aumento do ciclo da pobreza.

Destarte é de suma importância que o Governo Federal através do Ministério da Saúde, incentive os governos Estatuais e Municipais a desenvolverem projetos que proporcionem em parceria com escolas e unidades de saúde, profissionais Médicos e Psicólogos, levando até a comunidade palestras com empoderamento informacional sobre educação sexual, aos adolescentes e seus familiares, sanando dúvidas ensinando a prevenção de gravidez, ao mesmo tempo utilizando os postos de saúde e os seus profissionais, para oferecer ás adolescentes gestantes um acompanhamento pré e pós natal, com palestras educativas sobre os cuidados com bebês, e ainda garantir através de leis que esses bebês possam ficar em creches públicas, oportunizando que as mães adolescentes voltem á escola e concluam seus estudos para que tenham chance de se profissionalizar e ter um futuro digno, proporcionando um cenário favorável a criação do filho, e assim interrompendo o ciclo de pobreza antes evidenciado.