Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 22/07/2020
A Constituição de 1988 tange que todo cidadão brasileiro tem direito à educação e à cidadania. Entretanto, tendo em vista a questão da gravidez na adolescência devido à negligência governamental e à desigualdade social, é visível que a lei está sendo descumprida. Destarte, convém que sejam analisadas as ações governamentais para a redução dessa problemática a fim de que seja possível combatê-la.
Vale ressaltar, a priori, que o desinteresse político é outro agravante para a existência da gravidez na adolescência. Prova disso, segundo dados do IBGE, mais de 76% das jovens de até 17 anos, de classe baixa que tiveram pelo menos um filho, em 2018, nunca participaram de alguma ação governamental de conscientização acerca de uma precoce gestação. Dessa forma, isso se torna algo preocupante, ja que, pela ineficiência ou inexistência de atitudes vindas do Governo, muitas mulheres podem ter uma gravidez inesperada antes da fase adulta, o que traz diversos problemas, como a evasão escolar porque algumas precisam escolher sair da escola para ter que trabalhar e sustentar seu filho. Por ventura disso, milhares de pessoas ficam às margens da sociedade, passando necessidades.
Outrossim, é perceptível a desigualdade social para a ocorrência desse impasse. No século XVIII, período no qual aconteceu a Revolução Industrial e a alta do capitalismo, foi criada uma grande desigualdade entre as classes sociais. Já na contemporaneidade, essa diferença de tratamento entre as pessoas ainda existe, o que fica claro após analisar os baixos investimentos dos governantes em regiões pobres. A exemplo disso, o Ministério da Educação apontou que apenas 20% dos jovens de periferias tiveram educação sexual vinda de escolas ou cursos gratuitos fornecidos pelo Governo. Desse jeito, possibilitam que milhares de mulheres estejam sem conhecimento adequado de uso de preservativos, algo que aumenta os casos de gravidez na adolescência: afetando a vida dessas mães, já que muitas não têm condições financeiras de criar um filho, permitindo uma vida difícil.
Portanto, medidas são necessárias para combater essa problemática. Cabe ao Ministério da Educação (MEC), por meio de uma maior verba do Governo, a atitude de levar palestras para ambientes escolas e virtuais, haja vista que essa ação terá um acesso à população jovem e irá conscientizar a população acerca da gravidez na adolescência e seus efeitos na vida da mãe. Somado a isso, o MEC, com uma parceria com emissoras de televisão, deverá levar aulas gratuitas de educação sexual para adolescentes, as quais serão transmitidas em canais aberto a todos, tendo o objetivo de ter um bom alcance. Dessa forma, com tais mudanças, a taxa de gestação em jovens irá diminuir.