Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 25/07/2020

Na Conjuntura da nação brasileira, a ineficiência dos órgãos públicos e a ausência do auxílio familiar têm ocasionado uma problemática crescente. Nessa perspectiva, é preciso fomentar ações governamentais para diminuir o índice de gravidez na adolescência, devido suas consequências serem graves. Além disso, é válido ressaltar que a desigualdade socioeconômica é um dos fatores responsáveis pela causa desse empecilho.

Em primeira análise, deve-se considerar a importância de implementar a educação sexual nas escolas. No entanto, é perceptível a negligência das autoridades políticas em garantir a redução do número de mães jovens no País. Diante disso, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman vaticinou que o Estado está em crise, pois é de sua responsabilidade promover o bem-estar das crianças e adolescentes como previsto no ECA.

Em segunda análise, convém salientar acerca das péssimas condições em que se encontram a maioria das jovens gestantes. Baseado nisso, vale destacar o ideal proposto pelo sociólogo francês Pierre de Bourdieu, denominado “Teoria Habitus”, no qual se implica que a sociedade incorpora e replica os padrões sociais estabelecidos ao longo do tempo. Mediante o exposto, nota-se que essa realidade vem se perpetuando, visto que é uma das principais causas da evasão escolar, o que dificulta o futuro profissional e a melhoria de vida dessas meninas.

Como se vê, é indubitável resolver esse obstáculo. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com as prefeituras municipais, a criação de grupos de apoio, por meio de rodas de conversa ministradas por profissionais da saúde, com o intuito de promover a educação sexual. Ademais, é dever do Governo Federal, em conjunto com o Ministério da Saúde, investir em campanhas pedagógicas, como fornecer cartazes informativos sobre esse tema nas instituições escolares, com o objetivo de instruir, principalmente os adolescentes com baixo poder aquisitivo.