Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 25/07/2020

Na série “Elite”, Marina é uma jovem que tem que lidar com complicações após engravidar precocemente. Longe das telas, a sociedade contemporânea enfrenta empecilhos no combate a gravidez na adolescência. Por isso, é necessário um debate acerca da negligência quanto a educação sexual e a imaturidade dos jovens perante a vida adulta.

Primordialmente, de acordo com o Fundo de População das Nações Unidas, 27% da população sexualmente ativa iniciou sua vida sexual antes dos 15 anos, sem nenhum tipo de instrução básica sobre o assunto. Nesse sentido, a educação sexual ainda é um Tabu na sociedade, uma vez que muitas pessoas, por falta de informação, julgam que é o ensino de como fazer sexo. Logo, os jovens se afastam do conhecimento sobre a sexualidade, colaborando para o aumento da gravidez na adolescência.

Somando-se a isso, os adolescentes, frente a vida adulta, oriunda da gestação, optam por fugir da responsabilidade gestacional. Esse quadro é comum, principalmente, entre os homens, visto que muitos vivem em uma sociedade machista e patriarcal, o que é comprovado com músicas que incentivam o abandono dos pais e a responsabilização feminina. Com isso, muitas crianças que vieram de relações não pensadas, sofrem com a falta de uma família sólida e bem estruturada, causando insegurança e desamparo em uma idade carente de atenção e cuidado.

Portando, é notório que a gravidez na adolescência é um problema. Sendo assim, faz-se necessário que o Ministério da Educação, em parceria com as escolas públicas e privadas, insira a educação sexual como matéria curricular, com aulas lúdicas e descontraídas, fazendo uso da tecnologia. Ademais, o Ministério da Saúde, juntamente com o Ministério da Educação, devem criar campanhas de apoio psicológico e financeiro para mães adolescentes e seus filhos. Assim, os índices de gravidez precoce diminuirão e mães e filhos terão apoio psicológico.