Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 26/07/2020

Sinasc (Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos) elaborou dados que mostram que 16% de todos os nascimentos brasileiros no ano de 2016, cerca 480 mil bebês, eram filhos de mães entre 15 e 19 anos. Tal problema tem incorporado às suas causas a falta de educação sexual nas escolas e a hipersexualização dos jovens na Mídia. Assim, é notório a necessidade de ações governamentais que visem a redução da gravidez na adolescência.

Primeiramente, cabe mencionar que Immanuel Kant explicita seus pressupostos ao afirmar que o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. Dessa forma, usando o pensamento do filósofo prussiano como princípio, os elevados casos de gravidez na adolescência já eram de ser esperados. Isso pois, o principal alastrador dessa realidade é a falta de educação sexual nas escolas, visto que não pode se esperar que os jovens saibam os riscos e consequências de uma gestação precoce ou como a evitar se não são instruídos a tal fato.

Ademais, pode-se apontar que a hipersexualização dos jovens dento da Mídia é um dos fatores que favorecem a gravidez na adolescência ocorrer com maior frequência, devido ao fato de que por ocorrência disso a juventude é aliciada ao mundo sexual muito cedo. Como exemplo dessa sexualização, aponta-se o caso da Melody, que desde criança foi exposta na Mídia de forma sexual e que agora, antes mesmo dos 16 anos, é dada como sexy simbolo por muitos. Consequentemente, em decorrência disso, a idade em que a população está iniciando sua vida sexual ativa vem sendo cada vez menor, tendo assim menos conhecimento de métodos anticoncepcionais e sendo mais suscetíveis a gestações precoces.

Portanto, é necessário que o MEC desenvolva projetos que implemente aulas de educação sexual nas escolas, elaboradas de acordo com a idade das crianças e adolescentes, por meio de palestras com profissionais da área, como médicos, sexólogos e psicólogos, e cartilhas educativas. Além disso, a Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, juntamente à Mídia, deve incorporar nos canais midiáticos campanhas que visibilize a minimização da sexualização de jovens, por intermédio de vídeos e textos que expliquem o porquê desse ato ocasionar danos a juventude, além de criar uma ‘hashtag’ para impactar mais pessoas. Com o efeito dessas ações, espera-se que os números de casos de gravidez na adolescência entre em declínio.