Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 17/09/2020

No filme americano “Juno”, a história gira em torno de uma jovem de 16 anos , que sofre com as dificuldades de uma gravidez precoce .Fora da ficção,no contexto brasileiro, a gravidez na adolescência vem emergindo como um substancial empecilho à formação física e psicológica de muitas garotas,o que explicita a conduta insatisfatória do poder público e da sociedade civil, no sentido de identificar soluções conjuntas para esse complexo panorama nacional.

Nesse contexto de insuficiência política ,ainda são ínfimos os investimentos públicos direcionados à campanhas de prevenção à gravidez infantojuvenil . Prova disso é que , segundo a ONU , a cada cinco mulheres que engravidam no Brasil, uma não é adulta . Essa conjuntura alarmante , se deve ,sobretudo, aos escassos informes educativos governamentais acerca dos métodos contraceptivos, bem como à displicência estatal em distribuir pílulas contraceptivas e preservativos,em hospitais públicos e postos de saúde,o que amplia crucialmente o número de jovens sujeitas a engravidar de forma prematura .

Ademais ,é ineficaz a atuação de muitas famílias e de muitas escolas , instituições primordiais para a formação psicossocial dos indivíduos , no que diz respeito à construção de uma mentalidade nacional de potencialização da educação sexual , tendo em vista a sua importância no combate à gravidez na adolescência. Tal cenário possui direto relacionamento com o paradigma cultural que configura o sexo como um “tabu” , fato que contribui para a conduta negligente de pais e de professores , no sentido de dialogar acerca dessa temática . A título de ilustração dessa imprudência social ,  destaca - se a série

“ Sex Education “, que aborda os conflitos de adolescentes do ensino médio , que sofrem com a falta de informação sobre  sexo .

Portanto , a fim de minorar os casos de gravidez na adolescência e , assim , garantir a saúde física e psicológica das jovens brasileiras , cabe ao Governo , no papel de responsável pelo exercício da União , intensificar os informes elucidativos acerca dos métodos contraceptivos , mediante campanhas nas redes sociais , que sejam capazes de evitar o sexo desprevenido . Outrossim , é conveniente que mais famílias e mais escolas , ampliem o diálogo acerca da educação sexual , por meio de debates domésticos e de palestras com profissionais da saúde , com o fito de desconstruir o tabu acerca do sexo e de impedir que jovens brasileiras sofram com as dificuldades da gravidez precoce , assim como no longa “Juno” .