Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 24/07/2020

O filme “Juno” mostra os empecilhos enfrentados por uma jovem em seu período gestacional, abordando não só as problemáticas referentes à adolescência e à gravidez, como também a reprovação de muitos indivíduos. Hodiernamente, é notório que os impasses da obra cinematográfica assemelha-se ao Brasil, pois, mesmo com uma redução, a gravidez na adolescência é algo que ainda permeia entre os jovens, seja pela falta de informação sobre a temática sexual, seja pela falta de diálogo com os pais. Logo, urgem medidas do Governo e da escola para reverter essa situação.

Decerto, a falta de conhecimento no que tange à temática sexual é algo que afeta a nação brasileira negativamente. A título de ilustração, tem-se o site “G1”, o qual mostrou que bastantes regiões não abordam sobre a relação sexual, sendo ainda um tema “tabu”, e deixam muitos jovens sem esclarecimento sobre o assunto, em que alguns desconhecem a menstruação e os métodos contraceptivos. Nesse sentido, observa-se o quanto a carência na discussão desse tópico leva bastantes adolescentes a agirem sem a devido cuidado, ficando expostos a uma gravidez precoce e a doenças sexuais. Isso leva, muitas vezes, ao abandono da vida escolar, porque, em casos de jovens gestantes, elas colocam o bem-estar do feto como prioridade. Dessarte, é premente que o Ministério da Educação modifique esse cenário de desamparo aos jovens ignorantes diante da temática sexual.

Ademais, a conversa entre pais e filhos é algo que está escasso na atualidade. Nessa toada, tem-se o filósofo polonês Zygmunt Bauman, o qual, em seu livro “Amor Líquido”, mostra que as relações hodiernas são líquidas, em que as relações estão cada vez mais superficiais. Prova disso é a convivência de algumas famílias, as quais não apresentam diálogo entre parentes sobre certos assuntos, dentre eles a gravidez precoce, deixando suas crianças crescerem  sem a informação necessária para impedir esse empecilho. Isso ocasiona, determinadas vezes, a formação de jovens ignorantes, os quais não têm, também, auxílio das instituições de ensino, sobre a temática, fomentando, assim, os casos de gestação na adolescência. Diante disso, é perceptível a necessidade de as escolas e as famílias reverterem essa situação sobre a falta de debates relacionados ao assunto.

Destarte, percebe-se que os empecilhos que estimulam a gravidez na adolescência devem ser combatidos. Para isso, cabe ao Ministério da Educação, por meio de aulas de educação sexual, ministradas por professores de biologia, oferecer mais conhecimento aos jovens sobre essa temática, com o fito de instruí-los sobre o assunto e ,assim, mitigar as gestações precoces. Outrossim, cabe às instituições escolares, junto às famílias, via reuniões, mostrar aos familiares a importância do diálogo sobre o tópico sexual. Dessa forma, os impasses do filme “Juno” poderão ser reduzidos.