Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 01/08/2020

Meninas-mães. A reportagem que retratou a problemática realidade vivenciada pelas famílias que enfrentam a gravidez na adolescência. Sob esse aspecto, essa fato confirma um fenômeno ainda recorrente no país. Dentro dessa perspectiva, leis de amparo e proteção foram sancionadas, a fim de mitigar essa mazela. Contudo, para alcançar total eficácia, faz se necessário reformulação de alguns setores.

É preciso considerar, antes de tudo, que a gravidez precoce está atrelada ao desamparo financeiro. Sob essa ótica, de acordo com o UNFPA, a incidência de gravidez na adolescência é mais frequente entre mulheres de grupos de maior vulnerabilidade social. Uma vez que jovens de baixa renda, não são privilegiadas com cartilhas, palestras ou orientações de métodos contraceptivos eficazes e dos possíveis riscos. Sob essa lógica, em consonância com o filósofo Aristóteles, configura-se como uma injustiça, haja vista o não respeito ao princípio de equidade, dar a cada um o que é devido, defendidos pelos pilares democráticos do país.

É válido ressaltar, ainda, as causas da redução no índice dessa problemática. Na Civilização Antiga, quando apareciam os primeiro sinais de puberdade, isso predizia apta para casar. Entretanto, com transformações sociais e culturais a longo prazo surgem novas imagens da juventude da mulher que contribuem para adiar a idade de uma primeira gravidez. Em detrimento disso, a sociedade mudou e medidas estão sendo tomadas para combater esse impasse. Seguindo essa linha de raciocínio, fica evidente a necessidade de se continuar desconstruindo valores antigos e discriminantes.

É fundamental, portanto, que o governo junto com o poder público faça uma maciça fiscalização da lei que promove atividades de cunho preventivo e educativo a fim de que as adolescentes sejam devidamente orientadas e sua condição assegurada pelo governo.