Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 03/08/2020
Adolescência em risco
O aumento do acesso aos meios comunicativos pela sociedade têm propiciado, além dos inúmeros benefícios, a exposição, cada vez maior, de crianças e adolescentes à conteúdos de conotação sexual. As letras das músicas produzidas pelo estilo do “funk”, em sua grande maioria, discorrem sobre a objetificação do corpo feminino e sobre a afirmação da masculinidade pela prática sexual. Tal situação gera uma problemática entorno da questão do estímulo precoce à vida sexual: a gravidez na adolescência, que acarreta dificuldades à formação social do indivíduo.
Em primeiro lugar, nota-se que a questão da gestação precoce tem a desigualdade social como fator estimulante. Adolescentes em situação de pobreza tem cinco vezes mais risco de engravidar que as mais ricas, como afirma o médico Dráuzio Varella em repotagem, e acrescenta sobre a propagação do ciclo de pobreza pela dificuldade de conciliação da vida materna e estudantil, limitando as possibilidades dentro do mercado de trabalho.
Além disso, a gravidez na adolescência é resultado da ausência de uma educação sexual, nas escolas e no ambiente familiar, que promova a orientação, a conscientização e a prevenção de gestações e doenças sexualmente transmissíveis. O acesso à informção não apresenta-se como um estímulo ao ato, mas sim como um caminho preventivo- conforme afirma a médica Marise Tofoli, presidente do Sistema de Gestão de Programas (SGP).
Em suma, a gestação no período de 15 a 19 anos é uma problemática que se vincula entre saúde pública e educação, e acentua-se pela desigualdade social. Dessa forma, é necessário, por parte governamental, a instituição de alas médicas voltadas para a gravidez adolescente em concomitância a uma introdução de eduucação sexual nas escolas que se estenda ao meio familiar. Tais medidas resultarão em acentuadas quedas das taxas de gravidez na adolescência.