Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 06/08/2020

De acordo com pesquisas realizadas pelo IBGE, um dentre cinco bebês nascidos são filhos de jovens com faixa etária entre 15 e 19 anos. Nessa perspectiva, notam-se ações governamentais, insuficientes, que objetivam a redução da gravidez na adolescência, tais medidas encontram-se escassas, sobretudo, no âmbito educacional e nas esferas midiáticas. Logo, convém analisar como essa situação está inserida na coletividade brasileira.

A priori, segundo a psicóloga Mary Neide Figueiró, ’’ a educação sexual é o inverso da erotização da criança’’. Diante disso, fica evidente o importante papel das escolas no combate à diminuição da gestação precoce. Todavia, essa instituição social não segue devidamente sua função, pois deixa de destinar parte de sua grade curricular para o ensino de educação sexual, o que leva os adolescentes ao desconhecimento de temas como gravidez e doenças sexualmente transmissíveis.

Outrossim, no seriado televisivo ‘‘Segunda chamada’’, retrata-se uma situação em que uma das personagens torna-se mãe precocemente. Nesse contexto, mostra-se crucial a contribuição da mídia na divulgação dessa importante temática. Contudo, isso ainda é propagado de forma precária, visto que são raras as programações que abordam esse tema de forma aprofundada e eficaz.

Dessarte, medidas são necessárias para resolver o impasse. Escolas e universidades - como uns dos principais intermediadores das relações entre os alunos e o governo- devem inserir o tema supracitado em sua grade de ensino, por intermédio de palestras e rodas de conversa com profissionais especializados, com o fito de orientar aos alunos sobre os meios para evitar gestações precoces. Além disso, a mídia deve abordar mais amplamente o assunto, com a finalidade de demonstrar como essa realidade ainda é recorrente na sociedade brasileira. Somente assim, com essas ações governamentais, os números de gravidez na adolescência poderá reduzir.