Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 01/10/2020
No filme “1922” é retratado a história de Henry e sua namorada, que acabam se tornando pais adolescentes, ao descobrirem sobre a gravidez as famílias os expulsam de suas casas. Todavia, os casos de gravidez na adolescia no Brasil se desdobram em diversos prejuízos, sejam imediatos, como a evasão escolar da mãe, seja a longo prazo, como o preconceito sofrido pela criança.
Primeiramente, os adolescentes estão iniciando suas vidas sexuais cada vez mais cedo, o que acaba gerando uma desinformação sobre o assunto, antes do ato. A falta de informação não se deve somente as famílias que não conversam sobre o assunto com seus filhos, mas também as escolas por não discutirem tal tema em suas salas de aulas. Derivado disso, a pesquisa feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostra que a cada 5 bebês que nascem, pelo menos um tem a mãe com idades entre 15 e 19 anos.
Contudo, jovens meninas de periferias são mais propensas a se tornarem mães em suas juventudes. O que ocasiona diversas dificuldades na vida da gestante, além da perpetuação de um ciclo de pobreza e exclusão social que dificilmente é quebrado. Pois, tendo filhos pequenos é difícil conciliar o estudo com a nova rotina, e fica ainda mais complicado conseguir entrar no mercado de trabalho. Entretanto, tais meninas não possuem contato com anticoncepcionais que junto com as camisinhas se tornam o método mais eficiente contra gravidez indesejada.
Portanto, fica evidente a importância de discutir este tema desde cedo com os jovens. Cabe assim, ao Ministério da Saúde a elaboração de uma cartilha para ser distribuída nas escolas para retirada de dúvidas. Além disso, a distribuição de anticoncepcionais deve ser feita pelo SUS, pois é muito eficiente contra gravidez indesejada. Com as ações adequadas e retirando as dúvidas dos jovens, acabaríamos com esta problemática.