Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 11/08/2020

Na série televisiva “Euphoria”, é exposto a realidade de diferentes tipos de estudantes do ensino médio que lidam com problemas típicos da idade. Uma dessas adolescentes é a Cassie, que engravida do seu namorado com apenas 17 anos, mas resolve interromper a gestação. Saindo da ficção e entrando na realidade, a gravidez entre jovens é uma questão muito recorrente, pois, segundo dados da OMS, são cerca de 45 nascimentos para cada mil adolescentes entre 15 e 19 anos. Logo, é de suma importância discutir essa problemática e também formas de redução.

É incontestável que a gravidez na juventude causa impactos na vida do adolescente, conforme dito pela médica pediatra Lilian Day Hagel, “A gravidez na adolescência é prejudicial sob ponto de vista da perspectiva de vida do adolescente". Exemplo disso é o abandono da escola e interrupção dos estudos, que vem sendo cada vez mais frequente no Brasil. Outrossim, uma gravidez indesejada na adolescência pode causar traumas permanentes por ter que desenvolver uma responsabilidade desse porte tão cedo, e muitas não tem o apoio da família. Outra dificuldade é conseguir entrar no mercado de trabalho e adquirir independência financeira.

Ademais, o tabu sobre sexo presente na sociedade contemporânea contribui bastante para a desinformação e falta de educação sexual, o que ocasiona em uma juventude que não sabe a importância de usar camisinha em uma relação e age de forma inconsequente como é esperado de alguém na fase de puberdade e descobertas. O medo dos pais em conversarem com os filhos sobre prevenção é, também, de uma herança histórica que a igreja deixou, que demoniza assuntos relacionados à sexo, e isso transparece na sociedade atual em que os jovens estão começando sua vida sexual cada vez mais cedo e sem o mínimo de acompanhamento.

Levando-se em consideração os aspectos expostos, fica evidente que precisa haver mudanças significativas nesse quadro atual de gravidez precoce, o que é possível através da educação. Então, para minimizar esse problema, o ministério da educação em conjunto com o ministério da saúde, devem adicionar uma nova disciplina na grade curricular sobre educação sexual nas escolas de ensino fundamental dois e médio, afim de informar aos jovens os meios de prevenção de gravidez e DST, e também ensiná-los sobre seus corpos e sobre responsabilidade sexual.