Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 15/08/2020
Na queda do Império Romano, período marcado pelas invasões pagãs na Europa, houve a difusão do ideal de fertilidade destes, que era baseado na concepção de gravidez como uma obra divina, principalmente em mulheres mais jovens. De maneira análoga, esse pensamento se disseminou para vários países do mundo, sendo amparado por má gestões governamentais para as principais pessoas afetadas por essa estatística, as adolescentes, que corroborou para a propagação de uma educação sexual inadequada. Assim, é possível afirmar que o estudo do contexto histórico de fertilidade e a melhoria da educação são as principais ações governamentais para redução da gravidez em jovens.
A princípio, o cantor Cazuza dizia que: “Eu vejo o futuro repetir o passado”. Nesse viés, é evidente que ideologias passadas podem se enraizar nas sociedades futuras caso não forem acompanhadas com um discernimento adequado, propiciando o reaparecimento de acontecimentos históricos maléficos à sociedade, como é o caso da gestação em adolescentes. Além disso, esse ideal de fertilidade pagão perdura nas sociedades mundias até os dias atuais, como na Índia, pois se fixaram na mente da população e encaixaram na religião desse país. Dessa forma, para que haja a redução de gravidez adolescente no mundo, faz-se necessário o rompimento com o passado nórdico por parte dos governos ao redor do mundo, em prol de uma melhor formação intelectual acerca fertilidade.
Outrossim, Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, dizia que: “A educação é a arma mais poderosa que pode ser usada para mudar o mundo”. Nesse âmbito, é imprescindível o amparo educacional na formação intelectual adequada da população acerca de qualquer acontecimento histórico, como o aumento do número de gestantes jovens, que podem trazer consequência maléficas para o desenvolvimento social, como a morte precoce do bebê e da própria mãe. Além disso, esses números são maiores em bairros afastados das grandes cidades, pois não apresentam um apoio governamental adequado para evitar essa estatística perturbadora. Desse modo, faz-se necessário um melhor investimento em políticas educacionais nos bairros mais assolados por essa problemática.
Portanto, é perceptível que o ideal pagão deixou vertentes históricas negativas para a sociedade mundial e, consequentemente, disseminando uma educação inadequada. Posto isso, o Ministério da Saúde deve promover palestras nos locais mais afetados por essa problemática, com o objetivo de demonstrar as consequências maléficas das gestações precoces ao feto e para a jovem, por meio de médicos renomados, com o intuito de instruir uma educação sexual de melhor qualidade para todas as adolescentes inseridas nesse meio social conturbado. Além disso, essas palestras devem ter o princípio de Mandela, que é uma educação de qualidade para uma mudança mundial.