Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 16/08/2020
De acordo com Emile Durkheim, importante sociólogo alemão do século XIX, a sociedade funciona como um organismo em homeostase,de modo, para manter o equilíbrio, o bem estar social deve ser assegurado. No entanto, os altos índices de gravidez na adolescência rompe com essa harmonia, haja visto que potencializa a assimetria social. Nessa lógica, deve-se ressaltar, uma falta de comunicação e acesso a informação como a causa da problemática, fato que gera uma evasão escolar por parte dessas jovens, além de um preconceito social.
Convém ressaltar, de início, a dificuldade de comunicação e acesso à informação, como fator determinante para a permanência da gravidez precoce. Nessa perspectiva, essa dificuldade de debates sobre sexo e sexualidade são causados por fatores históricos, porquanto devido a colonização do Brasil por Portugal, país majoritariamente cristão, a nação brasileira é essencialmente cristã, e nessas sociedades em geral o sexo em conjunto a sexualidade são tabus, assuntos que não são falados abertamente. Destarte, essa dificuldade de discussão gera desinformação que pode se manifestar como atitudes irresponsáveis de garotos e garotas, além de um certo medo das jovens de discutirem sobre o assunto e se protegerem.
Consequentemente, por temas como sexo e sexualidade serem tabus na sociedade brasileira é muito frequente que haja preconceito e discriminação, por parte da família, escola e sociedade em geral contra meninas que engravidaram na adolescência. Além do preconceito, como se não fosse o bastante, há também uma sobrecarga de trabalho que faz com que o desempenho escolar dessas garotas caiam drasticamente, fato que muitas vezes causa a evasão escolar. Pois, conforme dados do IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, uma adolescente que engravida tem 3,5 vezes mais chances de abandonar a escola do que uma adolescente que não engravida. Dessarte, medidas precisam ser tomadas para que a extinção desse problema deixe de ser uma utopia.
Portanto, urge que medidas sejam tomadas para amenizar a problemática. Logo, o Ministério da Saúde em parceria com as principais mídias digitais e televisivas, por meio de verbas governamentais, deve promover uma campanha publicitária nacional, por exemplo em programas televisivos e canais no youtube voltado para o público juvenil, contra a gravidez precoce. Nesse sentido, o fito de tal ação é promover uma conscientização sobre as dificuldades e sacrífico que uma jovem que engravida na adolescência passa e, consequentemente, um incentivo ao uso de métodos contraceptivos. Somente dessa maneira, o problema pode ser gradativamente erradicado, porquanto, conforme Gabriel O Pensador ‘‘Na mudança do presente a gente molda o futuro’’.