Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 21/08/2020
O filme “Juno” retrata as experiências vividas por uma adolescente ao engravidar por não possuir pouco conhecimento sobre métodos contraceptivos. Analogamente, é perceptível que a história retratada na obra é semelhante a atual realidade brasileira, haja vista que devido à inexistência de uma educação sexual, a gravidez na juventude continua sendo um problema recorrente no país. Com isso, percebe-se a necessidade de ações governamentais no âmbito educacional para que ocorra a mitigação da gestação juvenil.
Primeiramente, é necessário destacar a notoriedade da educação sexual nas escolas brasileiras tanto para prevenir gravidezes indesejadas quanto para proteger os jovens de abusos. Assim, a fim de exemplificar a situação pode-se citar o filme “Preciosa”, na obra um jovem sofre constantes abusos do pai e, consequentemente, engravida mais de uma vez, sendo capaz de sair da situação graças a uma professora que ajuda a adolescente a entender seus direitos. Dessa forma, se torna visível a indispensabilidade de um interferência do ensino público para que como no filme os professores sejam capazes de ajudar mais jovens a sair da mesma situação ou evitar que venha à acontecer.
Outrossim, alguns países, diferentemente do Brasil, possuem ações governamentais voltadas para o ensino sexual e conseguiram, assim combater a gravidez na adolescência. Destarte, com o fito de se ilustrar é preciso citar a Nova Zelândia, um país onde a educação sexual é obrigatória entre os jovens e crianças e com isso alcançaram resultados promissores . Com isso, nota-se a importância de projetos governamentais como esse e como é necessário que ocorra também no Brasil, país com alto índice de gravidez na adolescência e abandono escolar em decorrência dela.
Portanto, infere-se a necessidade de se resolver a problemática para que as adolescentes brasileiras possam se prevenir de gravidezes indesejadas e ISTs. Para tanto, o Ministério da Educação -responsável por levar o ensino a toda população brasileira- deve, em parceria com o Ministério da Saúde, por meio de sanções, implementar a educação sexual na grade curricular acadêmica de forma obrigatória, como já ocorre na Nova Zelândia. Assim, dendo como efeito social jovens, e futuramente adultos, instruídos e preparados para se protegerem de gestações e abusos.