Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 27/08/2020

Na sociedade contemporânea, diversos temas são abordados por meio da televisão e veículos da internet, mas a gravidez na adolescência não está entre esses temas. Dados do IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de cada 100 bebês nascidos, 20 são de mães adolescentes. No entanto, medidas que visam conscientizar e políticas públicas, para enfrentar a questão, ainda não foram tomadas.

Primeiramente, é necessário analisar as consequências da negligência por parte do conjunto escola-família em tratar dos assuntos relacionados a sexualidade. Pela maior parte da sociedade, tal tema é visto como tabu, gerando, consequentemente, ao jovem uma falta de conhecimento sobre os métodos contraceptivos e até mesmo sobre seu próprio corpo, o que causa o consternador número de mães adolescentes e o proporcional aumento dos índices de evasão escolar e transmissão de doenças sexuais decorrentes deste fato.

A priori, vale ressaltar que o ensino básico recebe menos da metade dos recursos investidos na educação quando se compara com as instituições de nível superior. Nesse contexto, é fácil visualizar onde se inicia o problema pois, é justamente nessa área com menos investimento e em condições precárias que os adolescentes iniciam suas vidas sexuais. Assim, é evidente que, os jovens sem uma instrução findam tomando decisões com consequências irreversíveis como é o caso da gravidez indesejada.

Fica evidente, portanto, que ações devem ser tomadas para enfrentar a gravidez na adolescência. Primeiramente a escola deve fazer palestras e reuniões semestrais sobre o tema da sexualidade e trazer especialistas para alertar e explicar aos alunos, com a presença das suas famílias, a fim de levar o debate para dentro dos lares. Ademais o governo federal deve colocar anúncios nos meios de informação para alertar a sociedade.