Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 27/08/2020
No panorama atual, um assunto constantemente abordado é a gravidez precoce. Apontada como uma gestação de alto risco decorrente das preocupações que traz à mãe e ao recém nascido, a gravidez na adolescência pode acarretar problemas sociais e biológicos. Sabe-se que nos últimos anos houve uma redução no numero de mães menores de 19 anos, porém, as taxas ainda são preocupantes.
Em primeira análise, de acordo com os dados preliminares do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) em 2018, cerca de 15% do total de nascidos vivos foram de mães com idade até 19 anos. Os principais fatores que levam à gravidez no início da vida reprodutiva são associados com a falta de conhecimento adequado dos métodos contraceptivos, dificuldade e vergonha das meninas em solicitar o uso do preservativo e ingenuidade.
Outro aspecto a ser abordado é que muitas famílias temem que as conversas sobre sexo levem a iniciação sexual do adolescente e adiam uma conversa de extrema importância. O dialogo com os pais resulta em um jovem mais consciente e com liberdade para pedir conselhos e preservativos aos responsáveis, afinal o sexo é parte da vida das pessoas e a educação e o apoio são os melhores caminhos para uma vida sexual saudável.
Diante do exposto, conclui-se que o ministério da educação deve disponibilizar um projeto pedagógico, como a realização de reuniões mensais, que auxilie os pais a conversarem abertamente com seus filhos sobre questões sexuais. É viável também que haja profissionais nos colégios que ensinem os alunos sobre o uso de preservativo e anticoncepcionais, que estejam disponíveis em tempo integral para esclarecer as duvidas dos mesmos e que incentive-os a conversar abertamente com seus pais.