Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 27/08/2020

A gravidez na adolescência é uma situação frequente no Brasil. Falta de conversas e informações dentro da família, ensino deficitário nas escolas e uma política pública insuficiente contrapostas à comercialização e ao fácil acesso ao sexo, geram gravidez precoce, além de doenças, mortalidade infantil e uma perpetuação de ciclos de pobreza. Apesar de ter sofrido queda, os dados sobre gravidez na adolescência continuam alarmantes e exigem uma mudança cultural da visão do sexo e do acesso à informação.

Primordialmente, é necessário observar o grande impacto educacional que a maternidade causa na vida de uma estudante. Em pesquisas feitas pelo Unicef, entre 33% de meninas que pararam de estudar, 26% é por motivo de gravidez. Decorrente disso, a adolescente inicia sua vida adulta sem nenhuma qualificação profissional, virando financeiramente dependente de um marido, família ou de um emprego com baixa remuneração.

Neste contexto, é indubitável que a educação sexual nas escolas reduzem o índice de gravidez na puberdade, visto que de acordo com uma pesquisa da OMS, países que abordam tal tema, como a Noruega, diminuíram em 40% os casos de gravidez na adolescência. Tal fato foi abordado pela psicóloga da USP, Marina Fernandes, que expôs que a educação sexual aborda formas de conscientização, riscos, além de formas de prevenção, ou seja, assuntos imprescindíveis aos jovens.

Portanto, é de grande relevância que medidas sejam adotadas para minimizar os casos de gravidez na adolescência. Para isso, é necessário que o Ministério da Educação promova debates dentro do núcleo escolar sobre práticas sexuais seguras, a fim de ampliar o conhecimento dos jovens acerca do assunto. Aliado a isso, é de fundamental importância que continuem ocorrendo as campanhas de conscientização, com o objetivo de alertar toda a sociedade sobre a problemática que assola, de maneira mais significativa, as jovens brasileiras.