Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 27/08/2020
A série Euphoria, do canal HBO, retrata em uma de suas tramas, uma adolescente que engravida aos 16 anos. Nesse sentido, a trama retrata todas as problemáticas que uma gravidez na adolescência pode ocasionar, como ansiedade, fuga da escola e o trauma do aborto. Contudo, distante da ficção, a realidade não se mostra tão discrepante, já que é notório o alto índice de gravidez na adolescência no pais.
A princípio, é fundamental analisar como as falhas educacionais contribuem para a gravidez das jovens. Nesse prisma, segundo o filósofo e pedagogo brasileiro Paulo Freire, a educação deve preparar o indivíduo para o convívio social. No entanto, a educação brasileira carece de instrumentos que preparem os jovens para o início da vida sexual, falhando em comunicar sobre as medidas contraceptivas e seus benefícios.
Por conseguinte, com a possível perpetuação desse quadro devido à ausência de conscientização, consequências estruturais, como a evasão escolar, a qual gera empecilhos futuros, acomete esses indivíduos. Sob essa ótica, conforme mostra os dados expostos pelo jornal G1, 75% das mães adolescentes não concluem o ensino médio, cessando seu processo de formação educacional. Logo, é necessário medidas para reverter esse quadro atual.
Portanto, diante dos aspectos observados, medidas são necessárias para resolver esse problema. Assim, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com a mídia, promover a discussão acerca da gravidez precoce, por meio de propagandas e palestras sobre a importância da educação sexual dos jovens, com a finalidade de formar o senso crítico da população a respeito desse assunto. Outrossim, compete ao Poder Legislativo, por meio da criação de leis, garantir condições estáveis às adolescentes grávidas com o perfil socioeconômico significativo, a fim de oferecer amparo à essa parcela da população. A partir disso, espera-se promover uma melhora na questão da gravidez na adolescência