Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 27/08/2020

A gravidez na adolescência é recorrente no Brasil e pode ser causada pela falta de educação sexual, falta de acesso a métodos contraceptivos e tabus sobre a vida sexual na adolescência. Consequentemente a gravidez na adolescência se associa também a problemas como evasão escolar e questões sócio-econômicas.

No Brasil, segundo relatórios publicados em 2018 pela UNICEF, a proporção de nascidos de mães adolescentes são de 18%. E dentre as causas da evasão escolar, 19% são por conta de gravidez, acarretando em desemprego, situação econômica vulnerável e más condições para o desenvolvimento da criança.

Por conseguinte, a desigualdade social está diretamente inserida nesse contexto. Meninas pobres, que já se encontram em vulnerabilidade social, muitas vezes não tem acesso a educação sexual, e tão pouco alguma expectativa de vida. Entretanto, meninas ricas são ensinadas sobre como se prevenir e em sua maioria possuem outros planos e expectativas que não a maternidade.

Ademais, as meninas ricas que ainda sim engravidam e optam por não ter o filho são direcionadas a clínicas que realizam aborto, onde podem retirar o feto de forma segura e sem por sua saúde em risco. Todavia, meninas pobres são as principais responsáveis pela alta taxa de mortalidade materna, isso quando não sobrevivem a um aborto clandestino e ficam com fortes sequelas.

É de suma importância que o Ministério da Saúde junto ao Ministério da educação tomem  providências o mais breve possível, implantando na grade escolar aulas e workshops sobre educação sexual e reforçando campanhas sobre o uso de anticoncepcionais, que são distribuídos gratuitamente pelo SUS. Além disso, é necessário que os pais conversem com seus filhos sobre vida sexual, deixando de lado os tabus e dando o suporte necessário.