Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 27/08/2020

A série “Euphoria” do canal HBO retrata a personagem Cassie em um dos episódios. A adolescente engravidou aos 16 anos. Nesse sentido, a trama retrata todos os problemas que podem ser causados ​​pela gravidez na adolescência, como ansiedade, evasão escolar e o trauma do aborto espontâneo. No entanto, a realidade do Brasil não é o caso, pois o país é conhecido pelo alto índice de gravidez na adolescência. Diante disso, percebe-se que existem medidas governamentais para reduzir isso nas atividades de educação sexual escolar, no uso de mídias interativas e na ampliação de políticas públicas em áreas pobres.

Neste contexto, é indubitável que a educação sexual nas escolas reduzem o índice de gravidez na puberdade, visto que de acordo com uma pesquisa da OMS, países que abordam tal tema, como a Noruega, diminuíram em 40% os casos de gravidez na adolescência. Tal fato foi abordado pela psicóloga da USP, Marina Fernandes, que expôs que a educação sexual aborda formas de conscientização, riscos, além de formas de prevenção, ou seja, assuntos imprescindíveis aos jovens.

Além disso, a utilização da mídia engajada é uma ação governamental essencial ao se abordar tal tema, visto que canais como Youtube e Instagram concentram cerca de 80% dos jovens, de acordo com os dados do jornal Exame. Esse panorama, portanto, contribuí para uma abordagem desse tema de forma mais direta aos jovens, seja em vídeos, seja em postagens, à semelhança de países como Estados Unidos que possuem diversos canais no Youtube especializado em saúde do jovem.

Ademais, é notório que a ampliação de políticas públicas no Brasil é urgente, já que de acordo com o jornal o Globo, o Brasil é um dos países da América Latina que menos se investe em campanhas de prevenção da gravidez na adolescência. Esse quadro, entretanto, é ainda pior quando se aborda as regiões periféricas do Brasil, visto que segundo o site G1, diversas cidades no norte e no nordeste do país não possuem nenhum tipo de campanha de conscientização nas escolas ou nos postos de saúde.

Infere-se, portanto, que o Ministério da Saúde em conjunto com o ministério da Educação, promova nas escolas, uma matéria na grade curricular que aborde o tema saúde sexual. Isso pode ser feito por meio de aulas com palestrantes e psicólogos que exponham o riscos da gravidez na adolescência, as formas de prevenção, além de promover um debate sobre o tema. Outrossim, o governo deverá criar canais no Youtube onde respondam dúvidas de adolescentes sobre gravidez e sexo seguro. Essas medidas teriam como finalidade uma maior conscientização e, desta forma, reduzir tão questão no país.